Caros seguidores,
Aqui temos nós mais uma foto que nos chegou vinda de um seguidor e que se refere ao Rameira, também ele candidato a maravilha.
O Rameira, de nome de baptismo Carlos é um homem de inúmeros ofícios além de um benfiquista fervoroso e um homem que nunca se esquece de colocar as bandeiras, sejam elas quais forem, na varanda da sua casa. Não é homem de esconder por quem torce.
Era o massagista do saudoso Agrela. O homem que entrava a correr dentro do campo socorrendo os jogadores lesionados. As suas massagens e o seu spray milagrosamente recuperavam os jogadores.
Bailarino inconfundível sempre na primeira fila dos palcos. Seja qual for a festa ou o estilo musical lá está o Rameira a bailar como ninguém. Também ele deveria ter sido um concorrente do “Dança comigo”na RTP.
É o grande leiloeiro da freguesia. Não o pudemos ver no último leilão mas não está esquecido. A sua garra é inquestionável. Este homem é que deveria estar a leiloar a nossa dívida no estrangeiro. De certeza que faríamos melhores negócios.
Também era o homem que lançava os foguetes nas festas da terra. Quem não se lembra de ver o Rameira em cima da cabine no campo ao pé da capela mortuária? Lançava foguetes como ninguém até ao dia em que caiu e se lesionou. Aquilo parecia um estrondo de dinamite a rebentar. Mas o Rameira, mostrando toda a sua habilidade, safou-se daquela explosão que poderia ter ditado a sua última Páscoa na Terra. E que ao contrário de Jesus Cristo não deveria ressuscitar ao terceiro dia. Qual Super-homem, qual quê?! Temos aqui o Rameira que escapou daquela detonação ao nível de uma cena da série do MacGyver.
Mas a sua obra mais nobre e apreciada é, sem dúvida alguma, a vaca de fogo. Rameira é o homem que enfia a vaca na cabeça e agarrando-a bem corre pela Alameda Carneiro Pacheco enquanto as bichas da vaca saem disparadas por todas as direcções. E o Rameira corre a sério. É ver toda a gente na sua frente a fugir e a enfiar-se em qualquer buraco. O Rameira deveria de ir com uma vaca de fogo para a nossa Assembleia da República. Depois desse feito seria digno de uma estátua com uma vaca de fogo nas costas.
Há ainda a referir, desta sua faceta apenas os mais velhos se recordarão, da carpideira que o Rameira fazia no Carnaval aquando da morte do João. O Rameira era o homem da linha da frente que chorava a morte do João como se se tratasse da perda do campeonato do Benfica num jogo contra o Porto. Chorava e agonizava com profissionalismo, como um actor de novela da TVI.O que poucos sabem é que o Rameira é, ou era, um romântico. A ele está associada uma bela história de amor, tipo “Pedro e Inês”. Mais não falaremos sobre este gesto de amor tão bonito que o nosso grande Rameira protagonizou, arriscando-se a levar chumbo enquanto se esgueirava para o leito da sua amada nas noites escuras como o breu. Um amor destes que teve um final feliz é de louvar.
Viva o Rameira, homem de múltiplos ofícios, qualidades e que para sempre ficará registado como sendo “o homem da vaca de fogo”.










