quarta-feira, 20 de abril de 2011

Lila

Caros seguidores, 

Depois do seu marido, Baribi, chegou-nos agora a foto da sua esposa. E se o Baribi foi para a praia de férias, a Lila, mulher sofisticada, foi para Paris.
A Lila, de nome de baptismo Carolina, já aqui foi apelidada de Ninfa do Leça e só temos que concordar. Pertence a uma família bastante afamada e reconhecida além fronteiras: “Os gatos” como são conhecidos. Vive agora no bairro mas a sua ninhada não está reunida. Umas aqui, outros acolá, as suas crias espalharam-se pelos arredores. Apenas um se mantém por aqui.
O seu longo casamento com Baribi mantém-se sólido. É um exemplo para a terra. Mantém um romance com o Baixinho, D. Juan d’ Agrela. Vários são os seus ninhos de amor. Se é a 2, 3 ou 4, não o podemos confirmar. Sabemos sim, é que Lila, com o seu cabelo sempre brilhante, cintura bem definida e o seu charme irresistível conquistou dois homens na nossa pequena terra. E já que tanto temos falado dos cabelos das nossas maravilhas, não podemos deixar de sugerir à Lila que se candidate ao Cabelo Pantene do próximo ano.
Aprecia a boa pinga, o que lhe confere umas faces rosadinhas, e apresenta um gosto refinado no que se refere a vestuário.
Sobe e desce a serra inúmeras vezes, vislumbrando o seu amante secreto nas valetas das ruas da freguesia. O seu fiel companheiro, Baribi, reconhece o seu valor e por isso se mantém apaixonado, não se importando por a partilhar com o seu grande amigo Baixinho, confraternizando nos cafés. 
Ao contrário de muitos, que se julgam importantes, a Lila, quando passa pelas pessoas, cumprimenta-as. Só mostra que tem boa educação e respeito pelos seus conterrâneos. E por isso aqui hoje é feita uma homenagem à sua pessoa. Mas a sua raça sempre se evidencia quando é preciso ir para a briga. e todos sabemos que a Lila já afiou as suas garras nalgumas lutas bem assanhadas... 
Uma viagem a França, terra de bons e prestigiados vinhos, seria um belo presente para Lila. Quem sabe um dia. E aqui em baixo fica a música “Verde vinho” da década de 80, que tão associada é aos emigrantes. E aqui está a Lila, que embora nunca tenha sido emigrante, nesta foto faz uma boa e merecida homenagem aos nossos emigrantes de França que tanto apreciam o nosso vinho verde.

P.S.: Não temos mais fotos de nenhuma maravilha a concurso.  Se até ao fim-de-semana não nos chegarem mais fotos iremos realizar a votação com estas apresentadas. Mas seria bem melhor se existissem 7. Muitas estão sugeridas, não tem que ser necessariamente o Manel do Roque. Colaborem connosco e enviem-nos fotos!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Baribi

 Caros seguidores,


Aqui está mais uma maravilha a concurso. A foto que nos chegou, e desde já agradecemos a colaboração, foi trabalhada. No entanto, apenas o fundo foi alterado.
O Baribi, de nome de baptismo Fernando, embora não tenha nascido na nossa terra há já muito tempo que o adoptámos como sendo “nosso”.  Casou com a Lila (Ninfa do Leça) e com ela mantém o seu feliz casamento. Ao contrário de muitos casais da freguesia que se divorciaram por questões financeiras e maroscas, este casal mantém-se unido por Deus e pela lei até aos dias de hoje. Se estivermos enganados quanto à situação do divórcio deste casal avisem-nos.
A sua alcunha, Bariribi, provém do festival da erurovisão de 1978 em que Israel se apresentou com a música A-ba-ni-bi  de Izhar Cohen & Alpha Beta. Como aqui ninguém percebia nada de israelita soou aos ouvidos como Baribi. Dadas às semelhanças, na altura, do vocalista com Fernando (Baribi), a partir desse festival da canção não mais passou a ser reconhecido como Fernando mas sim como Baribi. Em baixo podem ver o vídeo com a música.
Homem de baixa estatura, um pouco magro e um bigode de respeito assim se apresenta o Baribi. Está a ficar careca, padecente da idade, mas ao contrário do amante da sua esposa, nunca pintou o cabelo.
Já alguém reparou que se o Baribi tivesse um cabelo branco, liso e despenteado, seria uma réplica do Albert Einstein? Isto na aparência, pois ao nível de cérebros a coisa deve de ser bem diferente. O fígado do Baribi deve de ter bem mais trabalho do que o seu cérebro.
O cérebro de Einstein está agora preservado num frasco com álcool. Já o de Baribi deve de coexistir embrenhado no mesmo.
É um homem simpático e é visto frequentemente a carregar garrafões de vinho pela serra acima. O trio amoroso que forma é digno de um romance de novela. Com encontros a três em vários pontos da freguesia, por vezes, em troca de uma cerveja, é capaz de abandonar a sua esposa nos braços do seu apaixonado. A cerveja, o vinho e o bagaço são o seu combustível para que possa enfrentar as loucuras do dia-a-dia de quem vive no bairro, terreno agreste, com muitas minas, mas com uma vista espectacular sobre a freguesia.
É aquele tipo de marido que não deve de chatear muito nem se deve chatear muito. Está em vias de extinção esta espécie. Por isso há que ser preservado e acarinhado pela sua adorável esposa.
Agradecemos a foto enviada do Baribi. Este homem merece realmente umas férias numa praia assim, e claro, com o garrafão de vinho à sombra para não aquecer.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Rameira

Caros seguidores,

Aqui temos nós mais uma foto que nos chegou vinda de um seguidor e que se refere ao Rameira, também ele candidato a maravilha.
O Rameira, de nome de baptismo Carlos é um homem de inúmeros ofícios além de um benfiquista fervoroso e um homem que nunca se esquece de colocar as bandeiras, sejam elas quais forem, na varanda da sua casa. Não é homem de esconder por quem torce.
Era o massagista do saudoso Agrela. O homem que entrava a correr dentro do campo socorrendo os jogadores lesionados. As suas massagens e o seu spray milagrosamente recuperavam os jogadores.
Bailarino inconfundível sempre na primeira fila dos palcos. Seja qual for a festa ou o estilo musical lá está o Rameira a bailar como ninguém. Também ele deveria ter sido um concorrente do “Dança comigo”na RTP. 
É o grande leiloeiro da freguesia. Não o pudemos ver no último leilão mas não está esquecido. A sua garra é inquestionável. Este homem é que deveria estar a leiloar a nossa dívida no estrangeiro. De certeza que faríamos melhores negócios.
Também era o homem que lançava os foguetes nas festas da terra. Quem não se lembra de ver o Rameira em cima da cabine no campo ao pé da capela mortuária? Lançava foguetes como ninguém até ao dia em que caiu e se lesionou. Aquilo parecia um estrondo de dinamite a rebentar. Mas o Rameira, mostrando toda a sua habilidade, safou-se daquela explosão que poderia ter ditado a sua última Páscoa na Terra. E que ao contrário de Jesus Cristo não deveria ressuscitar ao terceiro dia. Qual Super-homem, qual quê?! Temos aqui o Rameira que escapou daquela detonação ao nível de uma cena da série do MacGyver.
Mas a sua obra mais nobre e apreciada é, sem dúvida alguma, a vaca de fogo. Rameira é o homem que enfia a vaca na cabeça e agarrando-a bem corre pela Alameda Carneiro Pacheco enquanto as bichas da vaca saem disparadas por todas as direcções. E o Rameira corre a sério. É ver toda a gente na sua frente a fugir e a enfiar-se em qualquer buraco. O Rameira deveria de ir com uma vaca de fogo para a nossa Assembleia da República. Depois desse feito seria digno de uma estátua com uma vaca de fogo nas costas.
Há ainda a referir, desta sua faceta apenas os mais velhos se recordarão, da carpideira que o Rameira fazia no Carnaval aquando da morte do João. O Rameira era o homem da linha da frente que chorava a morte do João como se se tratasse da perda do campeonato do Benfica num jogo contra o Porto. Chorava e agonizava com profissionalismo, como um actor de novela da TVI.
O que poucos sabem é que o Rameira é, ou era, um romântico. A ele está associada uma bela história de amor, tipo “Pedro e Inês”. Mais não falaremos sobre este gesto de amor tão bonito que o nosso grande Rameira protagonizou, arriscando-se a levar chumbo enquanto se esgueirava para o leito da sua amada nas noites escuras como o breu. Um amor destes que teve um final feliz é de louvar.
Viva o Rameira, homem de múltiplos ofícios, qualidades e que para sempre ficará registado como sendo “o homem da vaca de fogo”.

domingo, 17 de abril de 2011

A noite de ramos foi esquecida. Será a 1ª de muitas tradições a morrer?

Caros seguidores,

É com muita tristeza que assistimos à morte de tradições da nossa aldeia.
Há já muitos anos que na madrugada de domingo de ramos os rapazes da freguesia se entretinham a trocar vasos de casas e muitos destes vasos tinham como destino final a porta da igreja. No domingo era dia das pessoas procurarem nas casas vizinhas ou na porta da igreja os vasos que lhes faltavam em casa.
 As casas onde havia raparigas solteiras eram presenteadas com flores de couves, entre outras, e não faltava um vasinho à sua porta.
É deste tipo de singularidades que vivem as aldeias, marcando a sua diferença pelos costumes e tradições.
Esta parece ter morrido este ano. No ano passado poucos vasos foram parar à igreja. Mas sempre vimos lá alguns. Anos em que até carroças ou atrelados de tractores lá iam parar lá foram. E é deste tipo de “asneiras saudáveis” que a nossa freguesia precisa.
Onde estão os jovens de hoje em dia? Será que as nossas tradições estão condenadas a esta geração de jovens que temos agora? Queremos pensar que não. Mas muita pena temos destas falhas. 

Casa-Grande

Caros seguidores,

Mais uma foto de uma maravilha nos chegou. Desta vez do senhor Joaquim, mais conhecido, e por muitos apenas conhecido, por Casa Grande.

O Casa Grande, de nome de baptismo Joaquim, é um homem misterioso com uma figura e postura que pode amedrontar o mais comum dos mortais. Quem em miúdo assistia à série do Tom Sawyer certamente se lembra do enigmático e medonho Índio Joe. Assim é o Casa- Grande, o nosso Índio Joe. Não sabemos a razão desta alcunha (Casa-Grande) caso o saibam façam o favor de nos informar através de comentário. é que o homem, por total contraste, até mora numa casa pequena!
O Casa -Grande é um homem trabalhador e de mil ofícios. É trolha, pedreiro, agricultor, jornaleiro e até pastor. Houvesse mais gente assim neste país e não estávamos como estamos. É um homem que não se nega ao trabalho e faz de tudo.
Esteve emigrado em França e de lá trouxe o seu Renault Megane amarelo. Desfila com orgulho na sua máquina como se conduzisse um Maserati. 
Realmente é como o nevoeiro, aparece e desaparece e volta e meia traz alguém atrelado. Assim o foi com o ciganito, como era conhecido, e agora parece ter arranjado uma nova aquisição. Não revela aqui o seu lado paternal? Solteiras, viúvas, divorciadas e até casadas desta terra que não têm vergonha, aqui está também um solteirão no mercado. Só tem mérito. Consegue cativá-los e certamente que lhes faz um retrato positivo da nossa terra para quem estas criaturas queiram para aqui vir morar. Se calhar o turismo podia ser uma boa área profissional para o Casa -Grande.
 Um homem que ameaça tudo e todos mas que também leva como os outros. Tem sempre uma história para contar onde exalta a sua valentia como se se tratasse de um Aquiles. Não vá o diabo tecê-las e se descobrir que o tendão de Aquiles do Casa-Grande é o seu ponto fraco. Ou melhor, um dos seus pontos fracos.
Também pode ser como o Sansão. Cortando-lhe os seus compridos cabelos lá se vai a sua força. Se houver alguém, como a Dalila, capaz de descobrir este mistério, damos-lhe todo o apoio. Mas poderá levar uma cabeçada na fronha do Casa-Grande. A não ser que conheça alguém da Reguenga que o ajude a lidar com a fúria deste homem. Parece que por lá já há provas dadas de que este homem, afinal, não é invencível. Mas não deixa de ser um bom segurança, achamos nós. Se alguém aqui na terra precisar de segurança privada, esta é capaz de ser uma boa opção.
Apesar de manter um porte atlético e musculado, tem descurado a sua dentição. Começa já a fazer alguma concorrência ao Baixinho apesar de bastante menor idade. Também com o seu cabelo, sempre preso num rabo-de-cavalo, demonstra algum descuido. Os seus fios estão bastante ásperos, secos e grisalhos e já não são suficientes para tapar o couro todo. 
Reparem bem aqui nas imagens que temos do Sansão e do Índio Joe e digam se o Casa Grande não é um misto destas duas personagens? E se o Casa-Grande é um mix de duas grandes personagens da ficção, o nosso dever é inclui-lo como candidato neste concurso das 7 maravilhas.
Candidatas a um lugar no coração deste senhor podem deixar aqui os vossos comentários...


Temos fotos apenas de mais um candidato. Por isso, pedimos mais uma vez para que todos nos possam enviar fotos das maravilhas em falta. A quem nos cedeu esta, agradecemos a disponibilidade e a boa-vontade para que este concurso se torne viável e bem sucedido.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Baixinho

Caros seguidores,

Mais uma maravilha a concurso e aqui estamos nós para relatar sobre ela. Desta vez falaremos do Baixinho. E agradecemos mais uma vez aos seguidores que gentilmente nos enviaram as fotos. Continuamos à espera de fotos para as restantes maravilhas. 


Baixinho, de nome de baptismo Manuel, é, como bem apelidou o Lince do Leça, o Dom Juan d’ Agrela.
Mantém um romance ultra secreto com Lila, a ninfa do Leça, e é pai, pelo menos que se saiba, de dois filhos, sendo que o mais conhecido de todos nós é a sua filha Sofia, agora mais conhecida por Baixinha.
O Baixinho é um trabalhador ao serviço da Junta de Freguesia e já a ele dedicámos umas palavras como homenagem ao seu serviço de coveiro, que, pelo que soubemos, agora já não o faz.  A idade pesa para todos, e andar de pá na mão nas valetas é bem mais leve do que a abrir buracos no cemitério. Sobretudo de tiver o azar de cair nele.
Trabalha diariamente com o seu amigo/inimigo Vira-Latas (Augusto). Ao que sabemos têm uma relação tipo amor/ódio. Mas há já algum tempo que são a dupla das valetas da nossa terra e não há quem os suceda. É obrigar os do rendimento mínimo a integrar esta dupla. Com a quantidade de usufruidores deste rendimento, altamente ligado a malandrice e parasitismo, em apenas uma semana toda a gente tinha as valetas limpinhas à sua porta. E o merecedor chefe do gang das valetas é, sem sombra de dúvidas, o Baixinho.
Este pequeno grande senhor é possuidor de um cabelo maravilhoso, já levou muita tinta o que o tornou um pouco seco e áspero, mas com um bom champô volta a ter o seu brilho.
Apresenta um sorriso “Pepsodent” . E achamos que aqui deve de estar algum do seu encanto de Dom Juan. Pensamos que se poderiam fazer umas rifas pela freguesia para aquisição de uns dentes novos para o Baixinho. E ele que anda de porta em porta podia começar a recolher as moedinhas.
Muitos foram e continuam a ser os ninhos do amor deste homem de charme. Os lavadouros na fonte eram muito apreciados. Quentes encontros com a sua ninfa aí se realizaram enquanto Baribi se contentava alegremente com uma cerveja num tasco.
Quando não está em traje de trabalho é possível constatar o seu salto nos sapatos (tipo Sarkosy) de modo a ficar mais à altura da sua Carla Bruni d’ Agrela.
Desde que o Vira-Latas conduz o tractor da Junta que é possível observar o baixinho em cima dele, como se fosse num andor.
Grande Baixinho, que não lhe falte a força e o jeito para enfiar a pá e remover ervas daninhas!

Cindo do Gato

Caros seguidores,

Tínhamos dito que assim que nos chegassem fotos dos candidatos a maravilhas lançaríamos um post dedicado a eles. Chegaram a nós as primeiras fotos e são relativas ao Cindo. Agradecemos aos seguidores que nos enviaram. Aguardamos fotos dos restantes. A lista entretanto já aumentou, é só lerem os comentários do último post.
Vamos então dedicar umas palavrinhas ao Cindo, nome de baptismo Gumezindo:
Irmão da Lila e cunhado de Baribi é um solteirão que continua no mercado. Mantém o seu bigode que o torna um gato irresistível. Possuidor de um andar característico e inconfundível, de peito para fora e rabo para trás, desfila pelas ruas da terra em grande estilo.
É primoroso na abertura das procissões e não tem ninguém à sua altura que o possa suceder. Mantém a postura e seriedade necessárias à cerimónia e tem o respeito das autoridades que se subjugam à sua superioridade. Qual cavalos com os GNRs montados, qual quê! O Cindo é o homem da frente e mais nada!
O bagaço, vinho e cerveja são os seus grandes amigos. Volta e meia é visto a resmungar e ameaçar tudo e todos pelas ruas. Principalmente quando está acompanhado em excesso pelos seus amigos. Quem o conhece sabe que “fala, fala, mas não faz nada”. Estes seus amigos já o traíram várias vezes. Numa delas foi sujeito a uma rapagem de pêlo que o deixou desnorteado. Pobre Cindo, andou umas semanas até voltar a ter sobrancelhas e cabelo. Mas não guarda rancores este grande senhor.
É pena não deixar descendentes. É uma grande figura reconhecida nos arredores o que de muito nos orgulha. Este gato com pedigree está em vias de extinção. Por isso temos que o estimar e preservar.
Homem sem inimigos, cheio de qualidades, deve certamente ter bastantes admiradoras secretas. Apareçam, vá! 
Se quiserem deixar a aqui a vossa dedicatória amorosa a este Eros da freguesia, deixem aqui o vosso comentário.  Deixamos também um pequeno vídeo do domínio público deste grande Gato d' Agrela. A qualidade é fraca, mas sempre dá para vislumbramos a pose do Cindo. O Cristiano Ronaldo ainda tem muito para aprender com o Cindo no que se refere a estilo na marcação de livres. Reparem bem naquele peito como quem vai à luta destemido. Isto é que é homem!Ou melhor, gato!