Caros seguidores,
Depois de termos publicado a nossa história, e verificando que muitas alcunhas tinham ficado de fora, aqui segue a sequência dos acontecimentos daquele grupo valente. Fica assim terminada a aventura do grupo. Quem não se recorda de como começou a aventura é melhor reler o post sobre o início desta história.
Os grandes momentos vividos por aqueles guerreiros foram premiados com uma viagem para aquele grupo. Já que o governo não se dignava a homenagear estes valentes, o conde de Resende, um homem finíssimo e requintado, que muito estimava a população daquela aldeia, disponibilizou todos os meios para que o grupo fosse desfrutar de bons momentos, num hotel de luxo numa zona protegida de África, longe da era industrial. Assim que aterraram no aeroporto Cobas de Abeca, apanharam o comboio, conduzido por um chinês, para o destino final: Camposa. Camposa era uma área de 90 hectares de zona selvagem. O maior parque natural daquela região aberto a turistas que estava sob a vigilância do capitão Gaudêncio, o seu irmão Gaudino e também um cadete estagiário.
À chegada ao hotel Lázara Dick Resort, debaixo de uma chuva intensa após três meses de seca, Zaurinha, o recepcionista, ofereceu um charuto a cada um para que pudessem relaxar. Tanto relaxou que alguns ficaram com uma morrinha que só pararam na cama.
Todos se assustaram com as histórias macabras. No entanto, como a curiosidade era maior, pediram ao guia que os levasse a essa tribo para assistirem a um dos seus rituais de macumba. A troco de 20 escudos de gorjeta lá foram. Ficaram à distância, avistando o recinto onde decorria o ritual denominado de Tulha.
Ao som de gaitas o curandeiro, professor Maranteiro, saiu da sua tenda, erguendo um barrote. Umas cadelas que lá estavam começaram a ganir e uma galinha viva caiu para o lado desmaiada. O barrote bateu na cabeça de um membro da tribo mas a sua cabeça dura resistiu à paulada. Toda a tribo estava reunida à volta de Piconi, o seu Deus, e de uma fogueira que deu um estoiro que parecia o rebentar de bombas. Assustados, os espreitas começaram a fugir. Pareciam a Rosa Mota! Nesse instante, um leão saiu de trás de uma árvore e um macaco, empoleirado num camocho, árvore típica da região, atirou-se para as costas dos Nastaços, uns irmãos que se metiam sempre em encrenca. Apercebendo-se de que estavam a ser observados, os tribais encetaram uma perseguição. O guia, ao ver o perigo em que estavam metidos, ligou a pedir ajuda. Num curto espaço de tempo chegou uma chaimite para os socorrer.
“Té, té” –apitou com uma buzina.
- Arrumem-se! - avisava o condutor.
Todos subiram para cima dela. Mas um membro tinha sido apanhado.
- Quem foi? – gritou o Capitão Gaudêncio
- Foi o nosso Tono.
Ficaram desesperados. Voltaram ao local e viram que nesse momento obrigavam Tono a beber um líquido nuns copos que ali estavam.
- Atira os copos! – gritou Marlene, a sua esposa, que vira latas de veneno pousadas junto da tenda. Ao correr na sua direcção um ratinho atravessou-se no caminho e Marlene caiu, ficando com uma perna preta.
Marlene era uma mulher do povo, e essa garra encheu-a de força que mais parecia o Robocop a enfrentar as balas. Tamanha guerra se montou que até azeitonas voaram, deixando o chefe da tribo pitosca. Com a chaimite a postos, embarcaram todos pelo vale de caia embarcando numa mucha, espécie de jangada dos habitantes daquela região, até à Ilha da Forquilha, o local mais seguro que ali havia.
A salvo, na ilha, todos puderam, finalmente, gozar as suas merecidas férias. Tono, que tinha ingerido apenas umas gotas de veneno, passou a estar sempre a rir. E tanto ria que o baptizaram de Senhor Contente. Foi uma aventura inesquecível que ainda hoje é recordada nessa aldeia.
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