Caros seguidores,
Domingo é dia de eleições. O povo agrelense dirigir-se-á à Junta de Freguesia para tratar de enfiar o papelinho dentro da urna. O que lá vai para dentro não sabemos, mas não deve de fugir à onda laranja que sempre se regista na nossa freguesia. Somos uma freguesia que gosta de sumo e no concelho fugimos um pouco à regra, sobretudo em eleições autárquicas.
Lá vai a Moutela receber mais uma enchente de pessoas neste fim-de-semana (a não haver muita abstenção). E para acabar de vez com a abstenção no nosso país, é pôr um porco no espeto e umas minis a circular à porta das urnas que o povo vai lá todo.
Se calhar a Comissão de Festas da Senhora da Guia poderia montar o seu tasco ao pé da casa do Floriano do Souto. Vai ser um local de muita passagem e sempre podem fazer umas últimas sondagens enquanto emborracham alguns, que abrindo de mais o bico, poderão revelar em quem votam.Quanto às mesas de voto, sabemos que há quem muito queira lá estar, mesmo sem competência nenhuma. Mas enfim… Era acabar com os pagamentos que já não havia tanta gente a querer ir para lá.
Na hora de votar muitos se esquecem que o voto é secreto e domados por outros sentem-se no dever de votar neste ou naquele partido. Mas anda tudo a dormir? Esta gente compra votos de uma maneira que até dá pena ver. Com um favor aqui e outro ali começam a angariar votos como quem arrebanha o gado. E quem se deixa comprar mostra mesmo que deve é ser tratado como gado, já que não raciocina, não opina, e deixa-se domar.
Já aqui falámos sobre a necessidade de calma na hora de contagem de resultados. Luta livre, boxe, Karaté e outras vertentes de luta são dispensadas neste dia. Por isso, sugerimos que o senhor Casa Grande vá para lá para a porta, tipo segurança, e imponha algum respeito.
A palavra política tem as suas raízes na Grécia antiga, em grego é uma palavra originada de polis que por sua vez quer dizer cidade, entendida como a comunidade organizada, formada pelos cidadãos. Politika são os negócios públicos dirigidos pelos cidadãos: costumes, leis, organização da defesa e da guerra, administração dos serviços públicos e das actividades económicas da cidade.
Logicamente que, debatendo temas da nossa terra, de alguma forma temos que associar a política. Impossível seria abordarmos temas tão diversos sem, como sociedade civil e democrática que somos, nos pronunciarmos politicamente. E a política está obviamente associada a partidos. Muito já têm comentado sobre a nossa cor política. Já nos associaram a bloquistas, a rosas e a laranjas. O arco-íris, por esse motivo, deve definir-nos enquanto política. Não nos associem por esse motivo aos gays que elegeram estas cores como bandeira. Mas agora toda a gente é obrigada a ter uma cor política? Temos os olhos abertos, temos as nossas opiniões. Quando as coisas estão bem não nos poupamos em elogios. Já quando não concordamos as criticas estarão em cima da mesa. E quando nos pautamos pelo bom senso, sem fanatismos, é natural que concordemos com alguns aspectos dos verdes, dos laranjas, dos rosas, dos vermelhos… enfim, com todos eles. Cegos são aqueles que enxergam apenas uma cor. Felizmente vemos muito bem. E também ouvimos sem dificuldade. O branco também é uma cor. E ultimamente tem ficado muito bem. 



















