segunda-feira, 11 de julho de 2011

O rally de carrinhos de rolamentos

Caros seguidores,

Agrela esteve ao rubro neste domingo com o 1º Rally de Carrinhos de Rolamentos organizado pela associação Estrelas da Serra. Desta vez, de nada valia chamar a polícia para correr com o povo ou mandar mangueiradas. E falando em povo, aquilo parecia uma verdadeira romaria. Estava lá tudo…ou quase tudo, claro. Há sempre alguns resistentes, outros que realmente não apreciam estas actividades e ainda há aqueles que até queria, mas não puderam ir. Vamos então fazer a nossa análise por partes.
Rampas: de manhã a palha foi grande amiga dos participantes. Nem todos foram capazes de fazer a curva final e espetaram-se contra aqueles fardos sem dó nem piedade. A 2ª rampa, que desce para a APPACDM, também se revelou bastante complicada para alguns. A palha lá estava, grande amiga dos pilotos que se mandavam a ela como burros esfomeados. A 3ª rampa foi a que promoveu menos despistes, mas ainda assim houve quem se mandasse contra os fardos. Houve pelo menos dois concorrentes que experimentaram os fardos das 3 rampas.
Organização: Excelente. O sistema se sensores computadorizado com ecrã voltado para o público que controlava o tempo dos concorrentes deu um ar profissional ao evento. A lona de partida e chegada mostrou que não deixaram os pormenores ao acaso. E os bombeiros, sempre presentes e com serviço prestado, demonstrou mais uma vez que a segurança está sempre presente. Desde os fardos, às espumas e às grades, estava tudo realmente muito bem feito. Os nossos parabéns aos Estrelas da Serra pelo seu “profissionalismo” na organização das suas actividades. Estão a crescer a olhos vistos.
Público: Muita gente quis assistir à prova. O público protegeu-se atrás dos fardos de palha e das grades mas nem assim evitou que alguns levassem por tabela. Todos parecem ter gostado e, prova disso, é que não arredaram pé. Desde velhos a miúdos, todas compareceram. Os maiores aplausos surgiam dos tombos. Quando se ouvia muito barulho e muitas palmas era sinal de que alguém se tinha espalhado.
Tombos O que as pessoas realmente queriam ver era os tombos. E disso não se podem queixar. Desde quedas aparatosas a piões sem controlo até à queda de alguns elementos do público que levaram por tabela, foi uma fartura! Somos da opinião que, a haver nova prova, deverá de existir um prémio para o melhor tombo. Será bastante difícil de avaliar, já que são muitos, mas há candidatos que são mestres nesta área.
Carrinhos: Não faltou criatividade e variedade nos carrinhos que lá apareceram. Uns bastante apetrechados e cheios de sofisticação, outros que lembravam as verdadeiras carretas que a malta fazia há uns anos atrás (uma tábua, uma corda, um eixo e 4 rolamentos). Concordamos plenamente com o prémio para o carrinho mais original. Aquela “mota” primou pela diferença e era o único com 3 rolamentos. Há que dar os parabéns ao miúdo que nunca se estendeu no tapete em cima daquela viatura. Havia lá uma que, a nosso ver, de carreta nada tinha. Era um verdadeiro carro sem motor e que, em vez de rodas com pneus, tinha rolamentos. Este carro pertencia a outro campeonato. Enquanto que todos corriam no concelhio, alguns a aspirar o distrital, este carro era da primeira liga.
Prémios: o primeiro lugar foi atribuído ao dono da viatura de luxo e topo de gama. Ainda assim, a diferença de pouco mais de um segundo que teve, não justifica o investimento que ali deve de estar. Prova aqui que o piloto, realmente, faz muita diferença. E o 2º e 3º lugar foram para dois agrelenses que mostraram tomates e unhas para se meterem a toda a velocidade em cima daquelas geringonças. O prémio de carrinho mais original, como já referimos, foi para a “mota”. Os troféus estavam o máximo.
A registar: Apenas uma senhora se meteu neste rally “suicida”. Tal como no Raid BTT ela mostrou que a descer só é preciso que se arrumem da sua frente. Foi protagonista de um grande malho logo pela manhã, mas aquilo deve de ter aleijado que ela não repetiu a dose. Passou a tarde ilesa sem experimentar os fardos nas duas mangas de cada prova. Mais uma vez provou que homens com garganta há muitos, mas chegando há hora H, muito se acagaçam todos. Atenção, esta mulher promete revolucionar o universo feminino aqui na freguesia. E os homens têm que mostrar peito sem se amedrontarem. E o candidato mais velho que lá andava era o seu pai, o Mário do café, com a sua sucata que sofreu vários restauros ao longo da prova. No final até uma prancha de body board serviu de aplicação! É certo que o Mário já viveu alguns anos, mas ainda assim decidiu arriscar o couro e mostrar que carretas é para todas as idades. Deve de estar no sangue desta raça o desafio e a arrisque pelo tombo. Há ainda a salientar o facto de muita malta nova ter aderido a esta prova tendo trocado o computador e seus derivados por algumas horas (treinos e prova). Houve ainda um concorrente que, mesmo depois de ter feito uma visita ao hospital, continuou a prova cheio de garra e pronto para outra! Já na linha de partida, o Rafael, com uma tala no nariz, levava a crer que aquilo até devia de ser perigoso e que os treinos lhe tinham posto naquele estado. Viemos a confirmar que, afinal, o homem tinha sido operado há dias…
Até os tasqueiros da freguesia se dirigiram para lá. De manhã, os martinis com cerveja chegaram na mala de um carro e de tarde já havia outro concorrente.   Se tivesse havido teste de álcool alguns pilotos arriscavam-se a não puder competir.
Grande dia, grande evento e os parabéns a todos os concorrentes, organização e público. Agrela está a acordar, finalmente!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Facho (Parte 2)

Caros seguidores,

O Facho, como lugar populoso que é, teve direito a duas partes nesta nossa análise. E aqui começa a segunda parte.
Um dos habitantes da nossa freguesia mais velhos, não o é apenas por uma questão de dias ou meses, é habitante deste lugar. O senhor Adriano, conhecido por cantoneiro, conta com 90 e muitos anos e está prestes a tornar-se um centenário. A continuar com a sua atitude é provável que dentro de alguns anos haja festa rija naquela zona.
Apesar da serra da Camposa ser fora da freguesia, temos no Facho o nosso Camposa. Na sua casa, por muitos associada a algum misticismo, já se deve de ter consumido muitos litros de água oxigenada. Quem não se recorda de ver a sua esposa e filha sempre com o cabelo tão amarelinho. Não o podemos confirmar, mas sempre se disse que aquela cor de cabelo tão peculiar se devia aos banhos oxigenados a que estava sujeito. E mesmo em frente vive a cabeleireira Clarinda que já muitas noitadas fez a arranjar os cabelos das senhoras para as comunhões e casamentos. Muitas permanentes e grandes poupas com muita laca e muito gel passaram pelas suas mãos. Piolhos?! Talvez, é o mais certo.
Ainda seguindo a linha da vizinhança do senhor Camposa, que há muitos anos percorre as ruas na sua motorizada Benetton, temos a família do Quim da Rita, agora também chamados por Ritões. Gente de trabalho e com umas galinhas que já muitos ovos deram para bolos de toda a freguesia. Actualmente uma das filhas está bastante mais magra, vimo-la na festa do S Pedro. Esta senhora, ainda solteira, continua assim no mercado e com bastantes melhorias no seu exterior. Se a Moody’s estivesse a avaliar o rating das solteiras das freguesia, esta senhora certamente que teria avançado muitos lugares. Quem quiser lenha é também a esta família que pode recorrer. Muitos toros se estendem debaixo daquela ramada.
O agora Juiz da Cruz, senhor Albertino, é também um habitante do Facho. Vai ter que carregar a cruz durante o ano mas não nos parece que vá ter problemas de ordem física. O seu cabedal não é propenso a isso. E como vizinho tem o Pires dos tractores. Pai e filho dedicam-se a arranjar máquinas agrícolas e tractores e a desfazer carros, algumas relíquias, conseguindo transformá-las em sucatas. O Pires júnior está agora a dar uns toques nos Karaokes. Lá está, é um cantador! E muito se tem dedicado à Comissão de Festas da Senhora da Guia. O estranho é que não era um membro habitual nas missas de fim-de-semana. De onde vem tanta devoção? Será por devoção e respeito à senhora ou por devoção a quem? Fica aqui uma interrogação.
E por falar em devoção não nos podemos esquecer da nossa freirinha que abandonou o convento para o casamento. A senhora Ester do sapateiro, mulher devota e freira durante muitos anos, foi quem nos proporcionou aqui na terra uma das maiores pandeiradas dos últimos anos. Soube-se em cima da hora deste seu amor clandestino, mas assim que se soube foi à descarada. Até à sua porta teve direito a pandeirada. O amor não escolhe idades, e esta ex freirinha ainda foi a tempo de conhecer os prazeres terrenos e menos platónicos…achamos nós! Agora acolhe na sua casa alguns caseiros que se empacotam nos seus anexos dentro de anexos.
Quem também provem deste lugar, apesar de actualmente não viver lá, é o nosso Presidente da Junta, o senhor Paulo Bento. É assim o primeiro presidente da Junta da nossa freguesia que não é do lugar dos Campinhos, Peso ou Carvalhal. Esses parecem ser os locais da nata política da nossa terra. O “Bento” do Facho veio assim, como um vendaval, trocar as voltas na junta.
Logicamente que muito há ainda a dizer sobre este lugar, no entanto, no próximo post, falaremos de outro lugar da nossa terra.
O Facho é terra de polícias e ladrões, de casamentos iniciados na internet, de mães com filhos que ninguém sabe quem é o pai, de casinos clandestinos, de emigrantes, de fracos e valentes. E, ao que parece, o Facho é o lugar onde mora muita gente anda à nossa caça para, segundo eles, nos partirem todos! Calma gente, guardem a vossa energia para o trabalho e não tenham medo que nós não vos vamos fazer mal nenhum…Até podíamos, mas não vamos fazer. O que queremos  é animar a malta. 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A festa do São Pedro

Caros seguidores,

A festa de São Pedro sempre se realizou. Em menos de um mês formou-se a comissão e organizou-se a festa. Poucos mas, pelos vistos, eficientes. O senhor Macindo aliou-se ao mulherio e mostraram serviço. Parabéns a eles.
E esta gente, apesar de se ter juntado à última hora, não deixou as coisas para o último dia. Já há mais de uma semana que os arcos estavam postos anunciando a festa.
No sábado a malta acordou com os foguetes e os tamboleiros. Já aqui dissemos que não somos adeptos destes foguetes que vão para o ar literalmente a queimar notas. Para a próxima podem poupar ainda mais nesta parte. Relativamente aos tamboleiros, temos aqui uma sugestão. E que tal, no próximo ano, juntamente com os tamboleiros virem umas mulatas brasileiras a sambar? Podem acreditar que não vai faltar gente à porta para apreciar o espectáculo e nem vão ter que tocar às campainhas. Já que acordam o pessoal cedo (aqueles que moram para esses lados) pelo menos que regalem a vista logo pela manhã.
A procissão de velas decorreu normalmente, com uma substituição no carrego do andor, mas dentro da normalidade. E aqui, a malta do Facho quis aprimorar, fazendo um tapete de flores cobrindo o centro da estrada.
No final da procissão foi possível observar um raposo em cima do palco a “cantar” ao microfone. Não é em todo o lado que os raposos sobem ao palco sem serem chumbados! Mas aqui temos respeito por esta espécie e o senhor lá deu o seu melhor. Seguiram-se mais artistas. Um, estilo brasileiro, todo de branco que até fez crer que o Roberto Leal tinha vindo a Agrela, outro, mais baixo, a mostrar que a cantar até nem está mal.
O domingo decorreu como esperado. Na missa, a banda de música tomou as rédeas da cantoria e antes da procissão começar assistiu-se à chegada da fanfarra, com menos elementos que o costume. 
Quem gosta de cavalos acha muito bonito vê-los a abrir a procissão. Mas por favor, para a próxima obriguem os cavaleiros a colocarem umas fraldas nos animais. Enchem as ruas de mer… e nem as flores que colocam a fazer de tapete tiram o cheiro. Além de não ser nada bonito de ver a bosta na estrada quando esta é cortada para a passagem de santos.
Muita gente da nossa terra pertence à fanfarra de Santo Tirso. E quem estava agarrado ao bombo, bem na frente?! O homem que na véspera se tinha vestido de branco e tinha soltado a voz para o público. Está mais do que visto que o homem tem é paixão pela música.  Há ainda a salientar o facto de ter saído um novo Santo à estrada: o Santo Expedito, que é sempre invocado nos casos que exigem solução imediata, nos negócios urgentes, e que qualquer demora poderia causar grande prejuízo. A crise bateu mesmo à porta de todos. E além do Santo António este ano também pedem auxílio a outros santos, já que o santo António deve de andar bastante atarefado por estes dias.
Aquilo de que suspeitávamos acabou por se confirmar. O senhor Albertino, marido da Ângela da mercearia, não foi no compasso por acaso. Estavam a abrir caminho para que o senhor fosse o novo juiz da cruz. É de fora da terra, é verdade, mas tem feito mais pela paróquia que muitos que são de cá. Tem agora pela frente um ano com funerais, missas e festas com fartura. A ele juntam-se mais dois membros do Facho. A cruz, este ano, está entregue ao Facho.
Assim que a procissão começou o Cindo, a maravilha d’Agrela, lá tomou a sua posição, abrindo a procissão e comandando as tropas. Mas o homem teve que abandonar a sua tarefa na recta final envolvendo-se com a GNR. Depois, era vê-lo bastante zangado, a barafustar, falando ao telemóvel. Mas será que o senhor GNR não conhece esta figura? Certamente que se o conhecesse e soubesse qual o seu posto nos dias da procissão que isto não teria acontecido.
Terminou a procissão e começou a música a tocar. E grande palco lá tinham. Agora não sabemos é se eram mais a tocar ou a assistir. O povo da nossa terra parece não gostar de música. Começaram todos a ir embora, com medo que a chuva chegasse. E para onde se dirigiu grande parte da população foi para a rua da Revolta e rua Souto de Cima para assistirem aos treinos dos pilotos que vão participar no Rally de carrinhos de rolamentos. Não faltava público. E soubemos por um comentário feito hoje, no post sobre a corrida de carrinhos de rolamentos, que as autoridades apareceram por lá e acabaram com a festa. Ao que deu a entender, houve queixa de alguém, morador da rua, certamente.  Já não há tolerância nenhuma. Faz barulho, é certo. E até acreditamos que pode causar algum incómodo. Mas, por favor, minha gente, sejam compreensivos e deixem a malta treinar. Estavam a fazer algum mal?! Vamos esperar pelos últimos desenvolvimentos desta saga que promete…

sábado, 2 de julho de 2011

O Facho (Parte 1)

Caros seguidores,

O lugar do Facho é um grande centro de acontecimentos a todos os níveis. E, talvez por esse motivo, aqui estejam concentrados alguns dos melhores repórteres da nossa freguesia. Sempre em cima do acontecimento e com os satélites sempre em funcionamento, difundindo rapidamente as notícias para a restante freguesia. Aliás, já aqui foi alcunhada uma pessoa de SIC Notícias, que vive neste lugar, e deve-se a alguma razão.
O Facho tem como “capital” a zona da Forquilha, localizada na zona do café São Pedro. Sempre apinhada de carros, que fazem desta zona uma estrada de apenas uma faixa de rodagem, é no café São Pedro que muita notícia rola. Muitos chifres são contados, muitos segredos desfeitos.
Além do café São Pedro existe o café Pica Pau, também conhecido pela sua sala maravilha. O Facho alberga ainda a zona de Trás da Cerca, onde as casas têm prolongamento para a rua. É tudo deles!
E, tal como a malta do Pé da Serra, esta gente do Facho também é bastante nervosa. Os jogos de futebol que disputavam também eram palco de murros e pontapés, cabeçadas e empurrões. Então quando era Facho e Pé da Serra, o combate era garantido. Mas também, lá está, os Turras são do Facho!
No Facho temos, logo a começar, a casa do nosso querido Rameira, de frente para a famosa casa da assassina que já partiu deste mundo deixando de pertencer às estatísticas dos criminosos da nossa terra.
Quem tem as suas máquinas de quatro rodas avariadas recorre muito a esta zona. É no Facho que temos chapeiro e mecânico, lado a lado, fazendo os seus serviços em troca de uns arrombamentos nas nossas carteiras… daqueles que pagam! É por isso um lugar que poucos gostam de ir. Se lá param é mau sinal. E falando em carros, é ainda antes de subirmos a rua até ao fim que podemos avistar algumas das melhores máquinas topo de gama da freguesia. Algumas delas pertencentes a pais de meninos mais carenciados e por isso com ajudas económicas ao nível escolar.  
Se há algum lugar que se possa comparar em termos de habitantes ao Pé da Serra é o Facho. Também neste lugar os miúdos vinham aos magotes, saindo da escola. E pelo caminho vinham armando das suas. Actualmente as famílias são menos numerosas e Armandinos e Mantinos, com uma catrefada de descendentes, já não há mais.
Facho é lugar de “mal acabados”. E, ao que parece, além da família que responde por esta alcunha, há mesmo quem não deva de ser bem acabado fora da referida família. Caso contrário, não se assistia a determinadas figuras de algumas pessoas deste lugar. Como em todo o lado, aqui há de tudo. É gente que bebe lixívia, outros que de dedicam a tiroteios, outros que fogem com o pessoal do circo, outros que admiram amantes da janela… Tínhamos no Facho muito argumento para novelas da TVI. Temos os Curtos mas também gente grande. E esta senhora “Bina Grande” muito se tem dedicado à paróquia, desde  o grupo coral, às comissões de festa e de obras da igreja. Mulher de fibra!
Um outro grande centro de informação no Facho é a mercearia. Quem tem dificuldades em ler jornais ou se há já muito tempo não sai de casa, este é, possivelmente, um bom local para se manter informado da vida social deste lugar. E esta mercearia deve de vender bastante sal, já que há até quem, bem próximo, se dedique a espalhá-lo pela rua fora, em frente à sua casa. Lá está, o Facho é um lugar de gente bastante crente em “macumbas” e afins. Ao que soubemos aqui no blog, há até agora a dona Jimenta que faz concorrência à Maya e o professor Karamba. Marquem consulta!
Além de muito barulho, por vezes proveniente de zaragatas, é também por estes lados que há violas e muita gente que se dedica há música, ou não tivesse existido neste local uma escola de música. Nas esplanadas de cafés ou garagens, é frequente, sobretudo no Verão, ouvir uns senhores dados a cantores e tocadores.
E a moda do Facho é também a ter em atenção. A Lili Caneças do Facho, também dominada por dona kreka, gosta de conjugar as cores e os brilhos duma forma bastante peculiar. Com várias costureiras na zona, pode ser que alguma lhe ajude e dê opinião!
         O famoso Seca, habitante desta zona, parece ter secado mesmo. Anda muito murcho, já teve melhores dias. Este declínio tem vindo a ser equiparado ao seu club!
       O Facho deve de ser um lugar azarado. Há sempre quem ande de muletas, gesso e braços ao peito. A um filho do Zaurinha encaixou-lhe bem a alcunha de Robocop, de tantas vezes que o homem andava engessado. E actualmente o homem anda novamente todo empenado. Deveria de andar com uma armadura de ferro para ver se começa a estar menos tempo de baixa. Este tipo de funcionários só dá despesa ao patrão.
                Há muito para falar deste local. Para não tornar ainda mais longo este post, num futuro próximo, continuaremos a análise deste local.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O Pé da Serra

Caros seguidores,

Começaremos a nossa análise pelo lugar do Pé da Serra. Este é o último lugar antes de nos embrenharmos seriamente na serra d’Agrela em direcção a Seroa. E bem lá no cimo encontra-se o bairro social, também conhecido em muitas freguesias por Kosovo. O nosso Kosovo é um lugar bastante “rico”. Temos um pomar onde é possível encontrar bananas e figos, temos gatos com fartura, pilões, etc. É um local onde volta e meia ocorrem alguns desacatos, ultimamente menos frequentes, e quase sempre com mulheres ao barulho. Deste ponto é possível ter uma bela vista da nossa aldeia. Podemos dizer que quem ali vive é bastante beneficiado a todos os níveis. Desde a localização ao pagamento de contas e ajudas de custos.
No Pé da Serra as casas parecem crescer umas em cima das outras. Quase ao estilo favela. E muitas delas foram construídas à base de francos. Isso mesmo! Não fosse no Pé da Serra o local onde sempre houve e continua a existir um grande número de emigrantes, alguns já regressados. Tem até uma Rua em sua homenagem. A  grande maioria deles abalou para a França. Em tempos, nos Verões, era ver a malta do Pé da Serra a descer em magotes para os cafés.  O café do Mário era o ponto de encontro dos emigrantes. Alguns até lá passavam mesmo antes de estacionarem o seu belo carro em frente à porta de casa.
Sempre foi uma zona de muita criançada. Nos tempos de escola juntavam-se todos e lá desciam a serra e subiam, quase sempre em grupo parecendo bandos de ciganitos. É que para aqueles lados, talvez pela exposição solar por ser um local mais alto, os miúdos eram muito morenos. Miúdos e não só, não fosse de lá a senhora Dina, mais conhecida por Preta.  E os Xandinos são um grande exemplo disso. No Verão, quando apareciam todos, mais pareciam um bando de ciganos. Mas quando começavam a falar “Oui… merci…” lá se distinguiam da espécie.
Há realmente grandes figuras nesta zona. O senhor Macindo da Lage, conhecido também por "Caça Canalha", continua a dar cartas da sua grande capacidade de “aldrabar.” O homem, que um dia até teve um armazém de bacalhau e outro de electrodomésticos, dedica-se hoje às festas religiosas da nossa terra e está agora bastante ocupado com a festa de São Pedro que se avizinha. 
Nos jogos em que participavam, quando havia os torneios entre lugares, aqueles jovens, que corriam como touros no campo, bufando e transpirando fúria, raramente não se envolviam em pancadaria. Estava-lhes no sangue.
O Pé da Serra anda agora bastante mais calmo, embora sejam de lá os  aflitos. Mas no Verão há sempre problemas com os abastecimentos de água. A luta de mangueiras obriga muitos a madrugarem e acordarem com as galinhas para poderem enfiar a sua mangueira no fontanário. E é no Pé da Serra que se encontram os depósitos de água. Sempre trancados, não vá o diabo tecê-las. Nem os polícias e guardas que lá vivem, agora reformados, lhes valia.
E para aqueles que não andam muito a par dos talentos da nossa terra, é do Pé da Serra que vêm alguns cantores. Um mais voltado para a música Popular e até “Pimba”, onde lhe corre o sangue da senhora “Maria Tola”, outra que se dedicou ao fado e já deu mostras do seu talento com CD editado e tudo: a Vera Castro, filha do senhor Castro que desde que abandonou os móveis se dedicou à agricultura e muitas vezes é apanhado a passear no seu tractor.
É também neste local que mora o senhor que muitas casas desenhou aqui para os seus habitantes, o senhor Alcindo, a famosa Miss Europa, que conquistou este título quando trabalhava na fábrica com o mesmo nome, o padrinho, homem que desfila constantemente em modelos da Peugeot com matrícula francesa e o Pastor, que manobrava as cordas dos sinos dando música à freguesia em dias de festa. Agora foi trocado por um comando à distância que, quando pressionado pelo senhor Damião ou mandatário, dá música mas com muito menos categoria.
 É, sem dúvida alguma, uma zona bastante rica ao nível de alcunhas e que contribuiu com muitos nomes para as nossas histórias já aqui publicadas. E é do Pé da Serra que são algumas das maravilhas que entraram no nosso concurso: Baribi, Lila e o grande vencedor Cindo do Gato.
O fim do Pé da Serra, ou o início para quem começa a subir em direcção a Seroa, termina, aproximadamente, na famosa curva do “Sandufe”. Curva que já promoveu muitos acidentes rodoviários e que até baptizou o nome de um vinho produzido pela família Pacheco. E as famosas curvas da Serra são motivo mais do que válido para atrair grandes eventos. O povo do Pé da Serra assiste assim, em lugar privilegiado, à passagem de ciclistas, na Volta a Portugal, a carros de rally e outras vertentes, nas muitas etapas que já aqui se realizam. Têm, por assim dizer, o direito a lugar VIP para assistirem a estes eventos.
Gente do Pé da Serra, não tarda nada estão a passar os carros do Rally aí à porta! Preparem os camarotes!

domingo, 26 de junho de 2011

Estudo muito mais do que topográfico da nossa freguesia: lugar a lugar.

Caros seguidores,

A topografia  (do idioma grego topos, lugar, região, e graphein, descrever: "descrição de um lugar") é a ciência que estuda todos os acidentes geográficos definindo a situação e a localização deles que podem ficar em qualquer área (in Wikipédia).  
Quem já pagou um estudo topográfico do seu terreno sabe bem que a coisa fica cara. Pois muito bem, nós faremos aqui um estudo bem mais profundo das áreas territoriais da nossa freguesia,  falando daquilo que realmente interessa. Ou melhor, daquilo que, embora muitos digam que não tem interesse nenhum, ficam todos interessados em saber mais alguma coisa. E esta análise terá a grande vantagem de ser gratuita e, olhando para este estudo, todos perceberão o que lá está escrito. Sem problemas de interpretação. Se bem que, ao que temos sondado, há ainda quem interprete as coisas que aqui são escritas de modo bastante incorrecto. Mas enfim, nem todos tiveram oportunidade de estudar, outros até tiveram mas a cabeça não deu para mais e outros, que embora tenham estudado, ainda hoje não se percebe o que lá andaram a fazer nem como terminaram os estudos. É daquelas coisas que continuam a ser muito estranhas. E agora há aqueles que tiraram as Novas Oportunidades e o mesmo é dizer que sabem o que aprenderam quando andaram na escola. Agora têm é mais um papel na gaveta e nas estatísticas da área Portugal subiu inacreditavelmente nos últimos anos.  Mas quem somos nós para falar nestas questões se o nosso próprio ex Primeiro Ministro tirou o seu diploma num domingo e com cadeiras feitas por fax e leccionadas pelos seus amigos...
Há algum tempo atrás fizemos uma análise daqueles que entraram no concurso das 7 Maravilhas d' Agrela, desta vez faremos o mesmo mas relativamente a lugares.
Os tempos em que se faziam cortejos e torneios de futebol por lugares da freguesia já lá vão. As rivalidades que sempre existiam, nem sempre saudáveis, ainda hoje fazem parte das conversas de muitos.
Durante a próxima semana começaremos a publicar os nossos textos sobre os lugares da nossa terra. Falaremos de pessoas emblemáticas e carismáticas desses locais, histórias e acontecimentos memoráveis que aí ocorreram e muito mais. Para que  possamos publicar fotos desses locais, sobretudo fotos gerais, panorâmicas e de ruas principais, pedimos a  vossa colaboração.
Podem-nos enviar a vosso foto para o nosso mail: agrelacity@gmail.com
Se quiserem salientar algo de especial sobre determinado lugar podem enviar as vossas histórias para o mail. O vosso anonimato será totalmente garantido.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Cuidado nos festejos de São João!

Caros seguidores,

Apesar de pertencermos ao concelho de Santo Tirso e o “Santo do concelho” ser o São Bento, os agrelenses sempre foram mais adeptos de festejar o São João. Quem trabalha em fábricas daqui até faz por trocar o feriado de 11 de Julho, do São Bento, pelo de São João, a 24 de Junho.
O São João de Sobrado sempre teve muitos agrelenses nas suas noitadas e no cortejo da Bujiada. Nessa madrugada a serra para Sobrado era frequentada por inúmeros agrelenses que a pé, de bicicleta, mota ou carro lá iam para ver o fogo e os artistas. Os piolhos ainda continuam nas suas caminhadas até aos vizinhos para apreciarem a noitada. E a pé é que devia de ser. O combustível está caro.
Muitas são as casas em que hoje vai haver sardinhada e bailarico. Mas ao preço a que a sardinha está hoje, é bem capaz das fêveras tomarem conta dos assadores. Se aqui no rio Leça houvesse sardinhas não faltava gente hoje na Ponte de Pau, de cana na mão a tentar pescar qualquer coisa.
 Hoje é que os da Comissão de Festa da Senhora da Guia podiam fazer um bailarico no largo com sardinha assada. Iam ao lago do Pacheco, avançando o muro, e pescavam lá uns peixitos para pôr no assador e o que o povo quer é vinho. Nem dava pela diferença entre as sardinhas e o peixe que comia.
Os Estrelas da Serra podiam ter promovido um concurso de lançamento de balões para ver qual o balão que se aguentava mais tempo. É uma ideia a terem em atenção para o próximo ano.
Já que aqui falamos de balões, aproveitamos para prevenir a malta para averiguar a trajectória dos seus balões. Não vá o OVI (Objecto Voador Identificado) aterrar no terreno do vizinho e chegar lume à plantação de batatas que lá tem ou arder a palha toda. E depois, para o Rally de Rolamentos, é preciso importar palha que a da terra ardeu toda. É espetar o focinho para o ar e só tirar os olhos do balão quando este se tiver apagado. Muitos nem o chegam a ver no ar. Acaba mesmo por arder antes de subir. Mas os mais experientes têm que estar atentos. Hoje é o dia em que o Kit de Intervenção aos incêndios tem que estar pronto a entrar em acção o mais rapidamente possível. Esperamos que o Senhor Presidente da Junta tenha tomado as devidas providências e que tenha a sua equipa pronta. Cuidado com o vinho que rega as sardinhas. Na hora de pegar no carro para apagar o fogo ainda têm é vocês que pedir auxílio.
Esta era também a altura em que os vasos iam parar à porta da igreja. Por isso malta nova, se hoje andarem de casa em cada na recolha de vasos, estão desculpados pela "rebeldia". Agora tenham em atenção ao que levam. Há muitas senhoras que estimam os seus vasos mais do que aos maridos. E essas podem estar na janela à espreita e prontas a vos dar um mangueirada.
E há aqueles para quem o fim-de-semana é em grande. São João e comunhão. É festa até dizer basta. E viva o São João!