terça-feira, 19 de julho de 2011

Vacinação da cachorrada é já no sábado

Caros seguidores,

No próximo sábado, dia 23, a partir das 17h, a cachorrada da freguesia terá o seu concílio anual. Será a vacinação dos cães no sítio habitual, na rua em frente ao cemitério.
Para muitos cães este é o dia em que reencontram os seus irmãos, pais, tios…a família toda. Neste dia é comum ver uns donos a serem domados pelos seus cães, outros que optam por trazer um pau ou uma vergasta para lhes mostrar quem manda e outros que basta um olhar para os seus cães se aninharem como cordeirinhos.
É curioso apreciar a mistura de raças que lá aparece. Também os cães de raça pura, com pedigree lá vão desfilar. Mas quase sempre são os rafeiros que armam briga e é frequente ver os canzarrões a meterem o rabinho entre as pernas mediante um rafeirito. Mas lá está, com os humanos é a mesma coisa. E por algum motivo existe o ditado “Cão que ladra não morde”. Certamente que conhecem muita gente deste tipo: muito ladram mas na hora H encolhem-se todos e perdem o piu. Esta vacina bem que poderia ser aplicada a algumas pessoas. Muitos são aqueles que demonstram estar contaminados pela raiva, tais são as ameaças que fazem disto e daquilo, cheios de vontade de matar e esfolar.
Se há gente que tem apenas um cão em sua casa há outros que têm uma valente matilha. Se nesse dia os cães da 30 decidissem todos descer o Monte Grande para vir à vacina poderia estar instalada uma batalha. Esta senhora deve de ter cerca de 20 cães, ou até mais, instalados na sua casa. Faz concorrência directa ao canil clandestino. Achamos que esta senhora não deverá trazer os seus cachorros para a vacina, caso contrário, as filas para apanhar com o espeto no couro iriam se prolongar por muitos metros.
Nesse dia, os da Comissão de Festa da Senhora da Guia terão que ter algum cuidado com o seu churrasco. Correm o sério risco de serem assaltados por uma matilha esfomeada que, sentindo o cheiro no ar, desatam a correr em direcção ao largo devorando tudo o que lhes aparecer pela frente. Guardem os frangos para mais logo, é só um alerta. E como também param por lá coelhos e às vezes até gatos… são um petisco bastante apetecível para a chachorrada.
Quem tiver cão que trate de lhe dar um banhinho esta semana para que o animal possa aparecer cheiroso e apresentável naquele que, para muitos, é o único dia em que saem à estrada. Pena também é que este é, para muitos, o único dia em que tomam um banho e lhes tiram as carraças e as pulgas. 

sábado, 16 de julho de 2011

Sardinha assada e karaoke

Caros seguidores,

A festa da Senhora da Guia está a chegar e é preciso amealhar. E com esse intuito a Comissão de Festas da Senhora da Guia realizará esta noite, sábado, mais uma noite de Karaoke. Desta vez  a cantoria promete ser animada por sardinha assada. Muito cuidado com as espinhas, não vá alguém enfiar uma na goela e depois não poder mostrar a sua voz. Alguns cantores já é hábito contribuírem com o seu talento, mas ainda ninguém levou lá a nossa tia Paulina do Custódio que muito domina esta área. Qual aparelhagem, qual quê?! Esta senhora tem uma valente garganta.
Uma semana depois da visita à Quinta de Santoinho a Comissão de Festas mostra que não pára. Pelo menos os seus membros estão presentes em todas. É muita festa todos os meses, já para não falar no lombo e borrego que costuma haver ao domingo no largo. Com tanta dedicação, o receio de que se cansem rapidamente e que depois não possam continuar a trabalhar pela freguesia é elevado. Malta, estamos aqui para vos animar!
Ainda faltará muito dinheiro para pagarem a festa que se propõem fazer?! Ou estão já a amealhar para o próximo ano? É que vocês têm-se esfalfado em trabalho.... Siga para a frente que para a frente é que é o caminho... Mas o povo está teso e por isso não devem de poder contar com muito mais do que aquilo que já angariaram...

P.S.: Não queimem muito as sardinhas. É que podem ficar muito secas e não agradar aos clientes...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Souto

 Caros seguidores,

O Souto é um lugar pequeno e poucas pessoas lá vivem. Os limites entre o Souto, o Facho e a Moutela são difíceis de identificar, por isso pode haver divergências de opiniões. No largo do Souto deparamo-nos logo com a casa do senhor Floriano do Souto, como é mais conhecido. Este senhor, que dedicou parte da sua vida à agricultura e foi regedor da nossa freguesia, está agora a gozar a reforma. Passa temporadas no Brasil mas regressa sempre à terra. Ao que se sabe, e ao contrário do Baixinho, o Floriano nunca se dedicou a pintar o cabelo. Optou por uma solução bem mais prática: uma peruca. E assim mantém-se sempre impecável!
Além do Floriano, temos o Florindo, regressado de França, terra que lhe forneceu os gostos para o modelo da sua casa. Actualmente, dedica-se a prestar serviços de táxi a uma das mais jovens avós da freguesia, percorrendo a Rua da Senhora da Guia várias vezes. E é mesmo em frente à sua casa que se encontra a urbanização que, supostamente, era para as pessoas mais carentes da freguesia. Este loteamento, feito no tempo do presidente Assunção, acabou por privilegiar gente que de pobre pouco ou nada tem. Inclusive, o senhor Assunção, teve mesmo uns lotes no seu nome. Agora podemos verificar que as casas que lá estão em nada lembram casas modestas, de gente pobre. Em tempos, este loteamento era conhecido como o campo da junta e era lá que a rapaziada do Facho fazia muitos jogos de futebol. No Inverno chegou a formar-se um lago onde vários foram os que experimentaram as suas águas fresquinhas.
E por falar em água, a quelha do Souto, no Inverno, era muitas vezes transformada em rio. A cambada que vinha da escola dedicava-se mutas vezes a corridas de barcos improvisados naquele rio de pouca dura.
É também no Souto que vive o homem que mais fotos deve de ter tirado ao povo da terra. O Vicente sempre andou de máquina na mão nas comunhões, festas e muitos casamentos. Muitas figuras tristes deve ele ter registado de quase toda a gente da freguesia. É por isso um homem para termos cuidado, não vá ele resolver expor o seu reportório e estamos todos lixados.
Se precisa de gás na sua casa, o mais provável é que quem lhe vá entregar a garrafa seja o Portugal. Anda muitas vezes acompanhado pelo Grego. Mas devem de se entender ao nível da linguagem, já que a nível de dívida pública Portugal e Grécia são quase irmãos. Em tempos, o Belmiro Portugal, foi o homem que mais abasteceu as nossas casas de electrodomésticos. Muitas máquinas de lavar, frigoríficos, tvs, etc, que hoje temos em casa, foram vendidas por este senhor. De certo ainda deve de estar à espera do dinheiro de alguns electrodomésticos. Mas é assim, nestes negócios está-se sempre sujeito.
É ainda na rua Souto de Cima que se encontram as casas do nosso padre. Muito famosas pela constante drenagem de água choca para a rua, estas casas, agora nem todas habitadas, já deram morada a macieiras, aflitos e violas. E se querem ver a mulher furacão e a sua família é também aqui que os podem encontrar. A Goreti deve de ter passado mais tempo no seu café no Carvalhal do que na sua casa, mas é aqui que vive com o Mário que ainda no domingo mostrou a sua juventude ao volante da sua sucata. Só nesta rua tivemos vários nomes para as nossas histórias: sapateiro, aflito, Portugal, judeu, sapata, mariola… uma rua bastante rica em termos de alcunhas.
O camioneiro, Venâncio, continua a morar no Souto com aquele que deve de ser o amor da sua vida: o camião. Em frente tem a família Lírio. A Carla Lírio, já aqui mencionada como mentora deste blog, e falsamente, continua a mostrar o seu voluntariado em prol da freguesia, quase sempre em parceria com a sua amiga Ana Moreira. Há aqui no Souto um triângulo dinâmico da freguesia: Carla Lírio, Rafael e Ana Moreira. Três pessoas que, juntamente com muitas outras, têm trabalhado para que alguma coisa se faça na nossa terra. E se fizerem, podem ter a certeza que cá estamos nós para comentar.
 Pequeno e pacífico assim é o Souto, quase sempre metido no mesmo pacote do Facho mas aqui distinguido. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O rally de carrinhos de rolamentos

Caros seguidores,

Agrela esteve ao rubro neste domingo com o 1º Rally de Carrinhos de Rolamentos organizado pela associação Estrelas da Serra. Desta vez, de nada valia chamar a polícia para correr com o povo ou mandar mangueiradas. E falando em povo, aquilo parecia uma verdadeira romaria. Estava lá tudo…ou quase tudo, claro. Há sempre alguns resistentes, outros que realmente não apreciam estas actividades e ainda há aqueles que até queria, mas não puderam ir. Vamos então fazer a nossa análise por partes.
Rampas: de manhã a palha foi grande amiga dos participantes. Nem todos foram capazes de fazer a curva final e espetaram-se contra aqueles fardos sem dó nem piedade. A 2ª rampa, que desce para a APPACDM, também se revelou bastante complicada para alguns. A palha lá estava, grande amiga dos pilotos que se mandavam a ela como burros esfomeados. A 3ª rampa foi a que promoveu menos despistes, mas ainda assim houve quem se mandasse contra os fardos. Houve pelo menos dois concorrentes que experimentaram os fardos das 3 rampas.
Organização: Excelente. O sistema se sensores computadorizado com ecrã voltado para o público que controlava o tempo dos concorrentes deu um ar profissional ao evento. A lona de partida e chegada mostrou que não deixaram os pormenores ao acaso. E os bombeiros, sempre presentes e com serviço prestado, demonstrou mais uma vez que a segurança está sempre presente. Desde os fardos, às espumas e às grades, estava tudo realmente muito bem feito. Os nossos parabéns aos Estrelas da Serra pelo seu “profissionalismo” na organização das suas actividades. Estão a crescer a olhos vistos.
Público: Muita gente quis assistir à prova. O público protegeu-se atrás dos fardos de palha e das grades mas nem assim evitou que alguns levassem por tabela. Todos parecem ter gostado e, prova disso, é que não arredaram pé. Desde velhos a miúdos, todas compareceram. Os maiores aplausos surgiam dos tombos. Quando se ouvia muito barulho e muitas palmas era sinal de que alguém se tinha espalhado.
Tombos O que as pessoas realmente queriam ver era os tombos. E disso não se podem queixar. Desde quedas aparatosas a piões sem controlo até à queda de alguns elementos do público que levaram por tabela, foi uma fartura! Somos da opinião que, a haver nova prova, deverá de existir um prémio para o melhor tombo. Será bastante difícil de avaliar, já que são muitos, mas há candidatos que são mestres nesta área.
Carrinhos: Não faltou criatividade e variedade nos carrinhos que lá apareceram. Uns bastante apetrechados e cheios de sofisticação, outros que lembravam as verdadeiras carretas que a malta fazia há uns anos atrás (uma tábua, uma corda, um eixo e 4 rolamentos). Concordamos plenamente com o prémio para o carrinho mais original. Aquela “mota” primou pela diferença e era o único com 3 rolamentos. Há que dar os parabéns ao miúdo que nunca se estendeu no tapete em cima daquela viatura. Havia lá uma que, a nosso ver, de carreta nada tinha. Era um verdadeiro carro sem motor e que, em vez de rodas com pneus, tinha rolamentos. Este carro pertencia a outro campeonato. Enquanto que todos corriam no concelhio, alguns a aspirar o distrital, este carro era da primeira liga.
Prémios: o primeiro lugar foi atribuído ao dono da viatura de luxo e topo de gama. Ainda assim, a diferença de pouco mais de um segundo que teve, não justifica o investimento que ali deve de estar. Prova aqui que o piloto, realmente, faz muita diferença. E o 2º e 3º lugar foram para dois agrelenses que mostraram tomates e unhas para se meterem a toda a velocidade em cima daquelas geringonças. O prémio de carrinho mais original, como já referimos, foi para a “mota”. Os troféus estavam o máximo.
A registar: Apenas uma senhora se meteu neste rally “suicida”. Tal como no Raid BTT ela mostrou que a descer só é preciso que se arrumem da sua frente. Foi protagonista de um grande malho logo pela manhã, mas aquilo deve de ter aleijado que ela não repetiu a dose. Passou a tarde ilesa sem experimentar os fardos nas duas mangas de cada prova. Mais uma vez provou que homens com garganta há muitos, mas chegando há hora H, muito se acagaçam todos. Atenção, esta mulher promete revolucionar o universo feminino aqui na freguesia. E os homens têm que mostrar peito sem se amedrontarem. E o candidato mais velho que lá andava era o seu pai, o Mário do café, com a sua sucata que sofreu vários restauros ao longo da prova. No final até uma prancha de body board serviu de aplicação! É certo que o Mário já viveu alguns anos, mas ainda assim decidiu arriscar o couro e mostrar que carretas é para todas as idades. Deve de estar no sangue desta raça o desafio e a arrisque pelo tombo. Há ainda a salientar o facto de muita malta nova ter aderido a esta prova tendo trocado o computador e seus derivados por algumas horas (treinos e prova). Houve ainda um concorrente que, mesmo depois de ter feito uma visita ao hospital, continuou a prova cheio de garra e pronto para outra! Já na linha de partida, o Rafael, com uma tala no nariz, levava a crer que aquilo até devia de ser perigoso e que os treinos lhe tinham posto naquele estado. Viemos a confirmar que, afinal, o homem tinha sido operado há dias…
Até os tasqueiros da freguesia se dirigiram para lá. De manhã, os martinis com cerveja chegaram na mala de um carro e de tarde já havia outro concorrente.   Se tivesse havido teste de álcool alguns pilotos arriscavam-se a não puder competir.
Grande dia, grande evento e os parabéns a todos os concorrentes, organização e público. Agrela está a acordar, finalmente!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Facho (Parte 2)

Caros seguidores,

O Facho, como lugar populoso que é, teve direito a duas partes nesta nossa análise. E aqui começa a segunda parte.
Um dos habitantes da nossa freguesia mais velhos, não o é apenas por uma questão de dias ou meses, é habitante deste lugar. O senhor Adriano, conhecido por cantoneiro, conta com 90 e muitos anos e está prestes a tornar-se um centenário. A continuar com a sua atitude é provável que dentro de alguns anos haja festa rija naquela zona.
Apesar da serra da Camposa ser fora da freguesia, temos no Facho o nosso Camposa. Na sua casa, por muitos associada a algum misticismo, já se deve de ter consumido muitos litros de água oxigenada. Quem não se recorda de ver a sua esposa e filha sempre com o cabelo tão amarelinho. Não o podemos confirmar, mas sempre se disse que aquela cor de cabelo tão peculiar se devia aos banhos oxigenados a que estava sujeito. E mesmo em frente vive a cabeleireira Clarinda que já muitas noitadas fez a arranjar os cabelos das senhoras para as comunhões e casamentos. Muitas permanentes e grandes poupas com muita laca e muito gel passaram pelas suas mãos. Piolhos?! Talvez, é o mais certo.
Ainda seguindo a linha da vizinhança do senhor Camposa, que há muitos anos percorre as ruas na sua motorizada Benetton, temos a família do Quim da Rita, agora também chamados por Ritões. Gente de trabalho e com umas galinhas que já muitos ovos deram para bolos de toda a freguesia. Actualmente uma das filhas está bastante mais magra, vimo-la na festa do S Pedro. Esta senhora, ainda solteira, continua assim no mercado e com bastantes melhorias no seu exterior. Se a Moody’s estivesse a avaliar o rating das solteiras das freguesia, esta senhora certamente que teria avançado muitos lugares. Quem quiser lenha é também a esta família que pode recorrer. Muitos toros se estendem debaixo daquela ramada.
O agora Juiz da Cruz, senhor Albertino, é também um habitante do Facho. Vai ter que carregar a cruz durante o ano mas não nos parece que vá ter problemas de ordem física. O seu cabedal não é propenso a isso. E como vizinho tem o Pires dos tractores. Pai e filho dedicam-se a arranjar máquinas agrícolas e tractores e a desfazer carros, algumas relíquias, conseguindo transformá-las em sucatas. O Pires júnior está agora a dar uns toques nos Karaokes. Lá está, é um cantador! E muito se tem dedicado à Comissão de Festas da Senhora da Guia. O estranho é que não era um membro habitual nas missas de fim-de-semana. De onde vem tanta devoção? Será por devoção e respeito à senhora ou por devoção a quem? Fica aqui uma interrogação.
E por falar em devoção não nos podemos esquecer da nossa freirinha que abandonou o convento para o casamento. A senhora Ester do sapateiro, mulher devota e freira durante muitos anos, foi quem nos proporcionou aqui na terra uma das maiores pandeiradas dos últimos anos. Soube-se em cima da hora deste seu amor clandestino, mas assim que se soube foi à descarada. Até à sua porta teve direito a pandeirada. O amor não escolhe idades, e esta ex freirinha ainda foi a tempo de conhecer os prazeres terrenos e menos platónicos…achamos nós! Agora acolhe na sua casa alguns caseiros que se empacotam nos seus anexos dentro de anexos.
Quem também provem deste lugar, apesar de actualmente não viver lá, é o nosso Presidente da Junta, o senhor Paulo Bento. É assim o primeiro presidente da Junta da nossa freguesia que não é do lugar dos Campinhos, Peso ou Carvalhal. Esses parecem ser os locais da nata política da nossa terra. O “Bento” do Facho veio assim, como um vendaval, trocar as voltas na junta.
Logicamente que muito há ainda a dizer sobre este lugar, no entanto, no próximo post, falaremos de outro lugar da nossa terra.
O Facho é terra de polícias e ladrões, de casamentos iniciados na internet, de mães com filhos que ninguém sabe quem é o pai, de casinos clandestinos, de emigrantes, de fracos e valentes. E, ao que parece, o Facho é o lugar onde mora muita gente anda à nossa caça para, segundo eles, nos partirem todos! Calma gente, guardem a vossa energia para o trabalho e não tenham medo que nós não vos vamos fazer mal nenhum…Até podíamos, mas não vamos fazer. O que queremos  é animar a malta. 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A festa do São Pedro

Caros seguidores,

A festa de São Pedro sempre se realizou. Em menos de um mês formou-se a comissão e organizou-se a festa. Poucos mas, pelos vistos, eficientes. O senhor Macindo aliou-se ao mulherio e mostraram serviço. Parabéns a eles.
E esta gente, apesar de se ter juntado à última hora, não deixou as coisas para o último dia. Já há mais de uma semana que os arcos estavam postos anunciando a festa.
No sábado a malta acordou com os foguetes e os tamboleiros. Já aqui dissemos que não somos adeptos destes foguetes que vão para o ar literalmente a queimar notas. Para a próxima podem poupar ainda mais nesta parte. Relativamente aos tamboleiros, temos aqui uma sugestão. E que tal, no próximo ano, juntamente com os tamboleiros virem umas mulatas brasileiras a sambar? Podem acreditar que não vai faltar gente à porta para apreciar o espectáculo e nem vão ter que tocar às campainhas. Já que acordam o pessoal cedo (aqueles que moram para esses lados) pelo menos que regalem a vista logo pela manhã.
A procissão de velas decorreu normalmente, com uma substituição no carrego do andor, mas dentro da normalidade. E aqui, a malta do Facho quis aprimorar, fazendo um tapete de flores cobrindo o centro da estrada.
No final da procissão foi possível observar um raposo em cima do palco a “cantar” ao microfone. Não é em todo o lado que os raposos sobem ao palco sem serem chumbados! Mas aqui temos respeito por esta espécie e o senhor lá deu o seu melhor. Seguiram-se mais artistas. Um, estilo brasileiro, todo de branco que até fez crer que o Roberto Leal tinha vindo a Agrela, outro, mais baixo, a mostrar que a cantar até nem está mal.
O domingo decorreu como esperado. Na missa, a banda de música tomou as rédeas da cantoria e antes da procissão começar assistiu-se à chegada da fanfarra, com menos elementos que o costume. 
Quem gosta de cavalos acha muito bonito vê-los a abrir a procissão. Mas por favor, para a próxima obriguem os cavaleiros a colocarem umas fraldas nos animais. Enchem as ruas de mer… e nem as flores que colocam a fazer de tapete tiram o cheiro. Além de não ser nada bonito de ver a bosta na estrada quando esta é cortada para a passagem de santos.
Muita gente da nossa terra pertence à fanfarra de Santo Tirso. E quem estava agarrado ao bombo, bem na frente?! O homem que na véspera se tinha vestido de branco e tinha soltado a voz para o público. Está mais do que visto que o homem tem é paixão pela música.  Há ainda a salientar o facto de ter saído um novo Santo à estrada: o Santo Expedito, que é sempre invocado nos casos que exigem solução imediata, nos negócios urgentes, e que qualquer demora poderia causar grande prejuízo. A crise bateu mesmo à porta de todos. E além do Santo António este ano também pedem auxílio a outros santos, já que o santo António deve de andar bastante atarefado por estes dias.
Aquilo de que suspeitávamos acabou por se confirmar. O senhor Albertino, marido da Ângela da mercearia, não foi no compasso por acaso. Estavam a abrir caminho para que o senhor fosse o novo juiz da cruz. É de fora da terra, é verdade, mas tem feito mais pela paróquia que muitos que são de cá. Tem agora pela frente um ano com funerais, missas e festas com fartura. A ele juntam-se mais dois membros do Facho. A cruz, este ano, está entregue ao Facho.
Assim que a procissão começou o Cindo, a maravilha d’Agrela, lá tomou a sua posição, abrindo a procissão e comandando as tropas. Mas o homem teve que abandonar a sua tarefa na recta final envolvendo-se com a GNR. Depois, era vê-lo bastante zangado, a barafustar, falando ao telemóvel. Mas será que o senhor GNR não conhece esta figura? Certamente que se o conhecesse e soubesse qual o seu posto nos dias da procissão que isto não teria acontecido.
Terminou a procissão e começou a música a tocar. E grande palco lá tinham. Agora não sabemos é se eram mais a tocar ou a assistir. O povo da nossa terra parece não gostar de música. Começaram todos a ir embora, com medo que a chuva chegasse. E para onde se dirigiu grande parte da população foi para a rua da Revolta e rua Souto de Cima para assistirem aos treinos dos pilotos que vão participar no Rally de carrinhos de rolamentos. Não faltava público. E soubemos por um comentário feito hoje, no post sobre a corrida de carrinhos de rolamentos, que as autoridades apareceram por lá e acabaram com a festa. Ao que deu a entender, houve queixa de alguém, morador da rua, certamente.  Já não há tolerância nenhuma. Faz barulho, é certo. E até acreditamos que pode causar algum incómodo. Mas, por favor, minha gente, sejam compreensivos e deixem a malta treinar. Estavam a fazer algum mal?! Vamos esperar pelos últimos desenvolvimentos desta saga que promete…

sábado, 2 de julho de 2011

O Facho (Parte 1)

Caros seguidores,

O lugar do Facho é um grande centro de acontecimentos a todos os níveis. E, talvez por esse motivo, aqui estejam concentrados alguns dos melhores repórteres da nossa freguesia. Sempre em cima do acontecimento e com os satélites sempre em funcionamento, difundindo rapidamente as notícias para a restante freguesia. Aliás, já aqui foi alcunhada uma pessoa de SIC Notícias, que vive neste lugar, e deve-se a alguma razão.
O Facho tem como “capital” a zona da Forquilha, localizada na zona do café São Pedro. Sempre apinhada de carros, que fazem desta zona uma estrada de apenas uma faixa de rodagem, é no café São Pedro que muita notícia rola. Muitos chifres são contados, muitos segredos desfeitos.
Além do café São Pedro existe o café Pica Pau, também conhecido pela sua sala maravilha. O Facho alberga ainda a zona de Trás da Cerca, onde as casas têm prolongamento para a rua. É tudo deles!
E, tal como a malta do Pé da Serra, esta gente do Facho também é bastante nervosa. Os jogos de futebol que disputavam também eram palco de murros e pontapés, cabeçadas e empurrões. Então quando era Facho e Pé da Serra, o combate era garantido. Mas também, lá está, os Turras são do Facho!
No Facho temos, logo a começar, a casa do nosso querido Rameira, de frente para a famosa casa da assassina que já partiu deste mundo deixando de pertencer às estatísticas dos criminosos da nossa terra.
Quem tem as suas máquinas de quatro rodas avariadas recorre muito a esta zona. É no Facho que temos chapeiro e mecânico, lado a lado, fazendo os seus serviços em troca de uns arrombamentos nas nossas carteiras… daqueles que pagam! É por isso um lugar que poucos gostam de ir. Se lá param é mau sinal. E falando em carros, é ainda antes de subirmos a rua até ao fim que podemos avistar algumas das melhores máquinas topo de gama da freguesia. Algumas delas pertencentes a pais de meninos mais carenciados e por isso com ajudas económicas ao nível escolar.  
Se há algum lugar que se possa comparar em termos de habitantes ao Pé da Serra é o Facho. Também neste lugar os miúdos vinham aos magotes, saindo da escola. E pelo caminho vinham armando das suas. Actualmente as famílias são menos numerosas e Armandinos e Mantinos, com uma catrefada de descendentes, já não há mais.
Facho é lugar de “mal acabados”. E, ao que parece, além da família que responde por esta alcunha, há mesmo quem não deva de ser bem acabado fora da referida família. Caso contrário, não se assistia a determinadas figuras de algumas pessoas deste lugar. Como em todo o lado, aqui há de tudo. É gente que bebe lixívia, outros que de dedicam a tiroteios, outros que fogem com o pessoal do circo, outros que admiram amantes da janela… Tínhamos no Facho muito argumento para novelas da TVI. Temos os Curtos mas também gente grande. E esta senhora “Bina Grande” muito se tem dedicado à paróquia, desde  o grupo coral, às comissões de festa e de obras da igreja. Mulher de fibra!
Um outro grande centro de informação no Facho é a mercearia. Quem tem dificuldades em ler jornais ou se há já muito tempo não sai de casa, este é, possivelmente, um bom local para se manter informado da vida social deste lugar. E esta mercearia deve de vender bastante sal, já que há até quem, bem próximo, se dedique a espalhá-lo pela rua fora, em frente à sua casa. Lá está, o Facho é um lugar de gente bastante crente em “macumbas” e afins. Ao que soubemos aqui no blog, há até agora a dona Jimenta que faz concorrência à Maya e o professor Karamba. Marquem consulta!
Além de muito barulho, por vezes proveniente de zaragatas, é também por estes lados que há violas e muita gente que se dedica há música, ou não tivesse existido neste local uma escola de música. Nas esplanadas de cafés ou garagens, é frequente, sobretudo no Verão, ouvir uns senhores dados a cantores e tocadores.
E a moda do Facho é também a ter em atenção. A Lili Caneças do Facho, também dominada por dona kreka, gosta de conjugar as cores e os brilhos duma forma bastante peculiar. Com várias costureiras na zona, pode ser que alguma lhe ajude e dê opinião!
         O famoso Seca, habitante desta zona, parece ter secado mesmo. Anda muito murcho, já teve melhores dias. Este declínio tem vindo a ser equiparado ao seu club!
       O Facho deve de ser um lugar azarado. Há sempre quem ande de muletas, gesso e braços ao peito. A um filho do Zaurinha encaixou-lhe bem a alcunha de Robocop, de tantas vezes que o homem andava engessado. E actualmente o homem anda novamente todo empenado. Deveria de andar com uma armadura de ferro para ver se começa a estar menos tempo de baixa. Este tipo de funcionários só dá despesa ao patrão.
                Há muito para falar deste local. Para não tornar ainda mais longo este post, num futuro próximo, continuaremos a análise deste local.