segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Festa da Nossa Senhora da Guia


Caros seguidores,

A festa da Senhora da Guia está à porta. É já nos dias 20 e 21 que a freguesia vai andar ao som de foguetes, fanfarra, tamboleiros e muita música. Até lá há as novenas para quem as quiser acompanhar. E quem lá vai em oração, que vá pedindo para que a Rua do Carvalhal e a Alameda Carneiro Pacheco estejam em condições para o dia da festa. Já está na horinha!
Muitos devem de estar desejosos que este fim-de-semana chegue. Os emigrantes comparecem todos na noitada e na frente do palco os bailarinos dão os seus passos de dança estudados. No sábado os tamboleiros vão andar por aí a poluir sonoramente a freguesia. Será que acolherem a nossa ideia e desta vez, juntamente com os tamboleiros, vêm umas brasileiras de biquíni a sambar? Acreditem que o saco de certeza que enchia mais. Para a noite, depois da procissão de velas começa a noitada propriamente dita. Já agora, arranjem gente com força para pegar no andor, não vá acontecer como noutros anos, e na festa de São Pedro deste ano, que o andor veio aos solavancos e até tiveram que arranjar substitutos. Depois da procissão o palco será abrilhantado pela Lusoband. Confessamos que aqui ficámos um pouco decepcionados. Ao que parece terem trabalhado durante o ano, contávamos com um nome sonante. O Tony e o filho sabemos que têm orçamentos elevados, mas tínhamos uma esperança… e há falta da Bandalusa vem a Lusoband. Nada de estarmos aqui a julgar a competência musical do grupo pois ainda não os vimos ao vivo. E pelos vídeo a que já assistimos no youtube, já ficámos a saber que, à falta de brasileiras a sambar pelas ruas, teremos umas também descascadas a bailar no palco. O que quer que cantem e dê para passar uns bons momentos está bom. Ali o senhor João e a sua esposa certamente mostrarão os seus dotes de dançarinos.
Uma vez que o espanto não deverá vir do grupo musical estamos confiantes que o investimento deverá ter sido no fogo-de-artifício. Este ano não fomos ao S João de Sobrado, por isso estamos ansiosos por ver o fogo aqui da terra. Não estamos nada satisfeitos com a falta da vaca de fogo. Queremos acreditar que será surpresa e que no dia ela aparecerá. O nosso Rameira de certeza que não se importa de encaixar o animal na cabeça correndo pela rua fora afugentando o povo. E atenção ao Kit de Intervenção aos incêndios, ele que esteja preparado e com o tanque carregado.
Já no domingo, a banda de música de Alfena estará encarregue pela música. Não façam como no São Pedro em que a banda ficou para lá a tocar para meia dúzia enquanto que a concentração de povo foi na rua da Revolta a assistirem aos últimos treinos para o Rally de carrinhos de rolamentos. É triste não haver banda de música em Santo Tirso, mas lá está, no nosso concelho é de esperar. Já a fanfarra será dos Bombeiros Amarelos de Santo Tirso. Lá veremos novamente os nossos muitos agrelenses que lá andam. Aqui a sugestão vai para que alterem as fardas desta gente, dar um ar mais moderno a estas meninas que estão na sola das “cheerleaders” americanas que também fazem manobras com bastões.
O que temos notado é que nas últimas procissões é mais a assistência do que aqueles que a vão a acompanhar. Na procissão de velas ainda há muita gente a participar. Vão com a velinha na mão, distraídos e tal… mas na da tarde quase todos ficam a vê-la passar. Isto tem que acabar ou então vai só um ou dois andores e já há gente suficiente para a acompanhar. Não sabemos quantos andores serão e se há gente para os carregar, que também parece ter vindo a ser um problema, mas façam o favor de se enfiarem na filinha. E já agora, avisem os senhores guardas que o Cindo, a nossa grande maravilha, tem todo o direito de vir a abrir a procissão. Nada de o afastarem quando está já na recta final.
Mas esta comissão muito gosta de surpreender toda a gente. E deve de ser com esse intuito que no seu cartaz não menciona o grupo musical que actuará no domingo à noite. Várias hipóteses podem estar nesta “omissão”: 1º ainda não tinham contrato com ninguém quando imprimiram os cartazes; 2º estão à espera da massa que os tamboleiros conseguirem para, dentro desse dinheiro, arranjarem alguém; 3º serão os melhores concorrentes das sessões de karaoke no largo da igreja e, à data de impressão dos cartazes, ainda não tinham a selecção final; 4ª é só para nos deixar curiosos; 5ª um motivo qualquer, sem razão nenhuma.
Pois é, alguns membros da comissão de festas já devem de estar a contar os dias para se verem livres da que se meteram. Se chegarem ao fim todos amigos, já não é mau. Mas…

E para quem quiser acompanhar o grupo Lusoband no dia da noitada, deixamos aqui um vídeo do seu 
repertório

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Exposição de fotografias: Ecos de um Povo

Caros seguidores,

Foi há quase um ano atrás que os agrelenses puderam assistir à primeira exposição fotográfica sobre a nossa terra. A Associação Estrelas das Serra, pelas mãos de vários colaboradores, deu aos agrelesenses momentos de muita emoção e alegria. Este ano parece que o cenário se vai repetir.
Vimos nos cartazes que a exposição abrirá as suas portas no dia 20 de Agosto e que estará aberta até ao dia 29. Confessamos que no ano passado ficámos bastante impressionados com o que vimos. Fotos que nos mostraram uma Agrela que não sabíamos ser assim e pessoas que muito ouvimos falar mas que não conhecemos. O espaço estava de muito bom gosto e a ideia foi muito bem conseguida.
Há que valorizar a nossa terra, as nossas pessoas e a nossa cultura. Este trabalho parece vir mostrar isso mesmo. Estamos curiosos por saber o que de novo apresentarão este ano. E a data escolhida parece-nos melhor do que a do ano passado. Vai apanhar aqui os emigrantes da terra que muito ouviram falar da outra exposição mas não a viram.
Os nossos parabéns a quem tem trabalhado para este evento. Imaginamos o trabalho que está por trás de tudo isto e valorizamos a dedicação de quem o faz. Soubemos que, tal como no ano anterior, a Carla Lírio e a Ana Moreira estão na frente desta exposição. E até as vimos por aí, ao que tudo indica, na recolha das fotos. Com tanta preciosidade lá dentro, o melhor é arranjarem um segurança para a porta... pensamos que o Américo do Bravo é capaz de vos dar jeito. O homem até parece ter alguma experiência nas noites de sábado, em frente à igreja. Se o quiserem contactar é fácil. Basta irem no domingo de madrugada até à porta de igreja que ele está lá. Mas também, dentro da associação, há bons elementos para manterem o respeito com o cabedal. E quanto a  forma física tinham a obrigação de estar minimamente preparados.
Para a abertura da exposição o Cindo, nossa grande maravilha, era um digno senhor para ir cortar a fita. Já que tem tanta experiência na abertura de procissões, não vos ficava mal tê-lo na abertura da exposição. No primeiro fim-de-semana, com a festa da Senhora da Guia, é capaz de haver lotação esgotada, estejam preparados para barrar a entrada à multidão. Mas sem dúvida alguma que é uma boa data para abertura. 
Resta-nos aguardar pelo dia e avisar as pessoas para visitarem esta exposição. Bom trabalho para a montagem. 
O horário será o seguinte:
 Dias da Semana
 Horário de Funcionamento
 Dia 20 Abertura às 15h00
 Segunda a Sexta-feiraDas 20h30 às 00h00
 Sábados e Domingos Das 10h30 às 12h30 e das 14h30 à 00h00

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A feira agrícola

Caros seguidores,

Até deu gosto ir ver a feira agrícola. Quanto mais não seja pela limpeza que fizeram ao mato que cobria o campo de futebol. Será que o armazenaram para a Luísa dar às suas cabras ou agora a bicharada vai ficar com menos um lugar de pasto?! Tudo tão bem rapadinho que ficou demorará o seu tempo a crescer e poder dar sustento aos animais.
Infelizmente não pudemos levar a nossa charrete. À última hora o nosso cachorro aninhou-se, e tivemos que desistir. Ainda pensámos ir pedir umas cabras ao Mário, já aqui mencionadas. Mas, ao que parece, não estava ninguém por casa que pudesse tratar do seu aluguer. Por isso fomos sozinhos. Ainda pensámos em levar um carrinho de mão com sacos de batatas, que tivemos muitas e grandes, para lá vender. Mas como esta feira não se destinava à venda mas sim a exposições, preferimos ir apenas com as mãos nos bolsos.
Estávamos bastante curiosos relativamente à gincana. Ficámos um bocado decepcionados com a falta de comparência de alguns agricultores amadores da freguesia: Onde estava o Sr Castro? E o Manel da Palheira? E o Mário?  Então e os cavalos da Casimira, não saíram à rua?
Mas não foi só a gincana que atraiu muita gente à nossa Agrela neste fim de semana, a exposição de tractores teve muitos fãs e estávamos sempre atentos a ver quando é que algum deles atropelava alguém ou algum cavalo ao experimentar os carros das rodas grandes. Temos de admitir que tinham lá excelentes tractores para lavras os nossos campos desertos.
Com tanta correria para o antigo campo de futebol da nossa bela terra temos de dar os parabéns aos Senhor Pires e Filho pela grande iniciativa, e claro às caras conhecidas que por lá vimos a fornecerem os comes e bebes.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Informação: passagem da Volta a Portugal na nossa terra

Caros seguidores,

Para os amantes ou simplesmente admiradores da Volta a Portugal, alertamos aqui para as previsíveis horas de passagem dos ciclistas na nossa terra. Há pouco foram os carros a abrilhantarem a serra, desta vez serão as bicicletas.
Sexta-feira, dia 5, pelas 13h (pode até ser antes, dependerá do ritmo) os ciclistas deverão chegar a Aldeia-Nova começando a subir a serra vindos de Lamelas.
Sábado, dia 6, pelas 16h50, os corredores deverão começar a descer a serra, vindos de Seroa, seguindo depois para Santo Tirso.

Saiam à rua para apoiar os ciclistas!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

É em tempos difíceis que muita gente poupa. A título de exemplo temos a Comissão de Festas de São Pedro

Caros seguidores, 

O cartaz da feira agrícola, que muito nos surpreendeu, acabou por redigirmos primeiro esse post muito embora houvesse um outro assunto a ser abordado que vem consolidar a nossa ideia de que o que é preciso é bons gestores nas comissões. A Comissão de Festas de São Pedro formou-se em pouco tempo e, como já referido, em cerca de um mês amealhou a massa necessária para a festa que fez. E houve fanfarra, banda de música, andores e foguetes a estoirar no ar durante a semana da festa. Até uma noitada improvisada houve. Nem as barracas dos doces e dos brinquedos faltaram.
Pois é, muito ficámos impressionados quando o nosso pároco revelou na missa do passado fim-de-semana que até tinha sobrado dinheiro. Mais de 500 euros estão em caixa para quem quiser formar comissão no próximo ano.
Vamos então equiparar as coisas. A Comissão de Festas da Senhora da Guia trabalha há quase um ano para oferecer aos agrelenses e possíveis estrangeiros da terra um fim-de-semana de festa. Há que lhes dar o valor pelos fins-de-semana que abdicam de fazer outras coisas para estarem na sua barraca do largo. Para alguns não se trata de sacrifício nenhum, já que, se não fosse o pertencerem à comissão, nem de casa saíam. Mas para outros acreditamos que deva custar de vez em quando.
Ao que trabalharam e continuam a laborar, é de esperar uma festa bem aprimorada. Será que teremos um grande artista ou o investimento está mais ligado com um fogo-de-artifício proporcionando-nos um espectáculo como se vê no Funchal?! Ou, aproveitando a ideia que tiveram da feira agrícola, estarão a equacionar a hipótese de termos uma manada de vacas de fogo?! Seja o que for que aí vem temos é que estar agradecidos.  
Já agora, quem quer que tenha estado à frente da caixa do carcanhol na realização da festa de São Pedro, os nossos muito sinceros parabéns. É de gente desta que precisamos no governo: fazer o que se pode com aquilo que se tem e ainda conseguir juntar algum. A olhar pelos membros da Comissão de Festas da Senhora da Guia, com gente empreendedora e com a gestão das suas próprias empresas, acreditamos que se vá suceder o mesmo. E se for preciso uns trocos para poder cumprir com possíveis contratos já celebrados, podem sempre pedir ao senhor Damião o ouro da Senhora da Guia, já que a festa é em sua honra. Bem pesado, e com o valor recorde que todos os dias tem no mercado, deve de dar para trazer o Tony Carreira à freguesia, restaurar alguns santos...enfim, é só olhar às necessidades. Onde estará esse valor? Não estará na hora de saber por onde anda? 

domingo, 31 de julho de 2011

A feira agrícola de Agrela é no próximo fim-de-semana

Caros seguidores,


Que o nome da nossa terra “Agrela” vem de agra, já muita gente sabe. Que Agrela já foi um dia uma terra de muitos lavradores e agricultores, também é sabido de muita gente. E que actualmente não há nenhum grande agricultor/produtor aqui na terra também já toda a gente reparou. Mas então, por alma de que quem é que se lembraram de fazer uma feira agrícola na nossa terra?! Há falta de um festival de Verão em Agrela, faz-se uma feira agrícola de dois dias.
Quando vimos o cartaz nem acreditamos muito bem no que estávamos a ver. Por momentos julgamos estar com algum problema nas vistinhas, mas como lemos os dois a mesma coisa, acabámos por verificar que se tratava disso mesmo: uma feira agrícola no antigo campo de futebol. Já não há futebol na freguesia, e agricultores, há?! O recinto está bem escolhido por isso mesmo. É um evento sobre duas coisas que já não existem na nossa freguesia. Apenas amadores praticam as duas modalidades.
Longe vai o tempo em que havia grandes agricultores na freguesia. Época em que muitas famílias viveram do que a terra dava. Actualmente apenas vemos lavradores de cultivo mais doméstico.
E cavalos na freguesia e charretes?! Uma mão é suficiente para os contar. Por isso não compreendemos muito bem esta coisa do “Convívio dos amigos do cavalo e da charrete”. Achamos até que era um pouco a gozar com os agrelenses. Se este evento é realizado em Agrela, supostamente é para os seus habitantes. Parece-nos que apenas a Casimira e os filhos poderão ter acesso a este convívio. Sentimo-nos uns excluídos. Será que se levar um cão bem grande não passa por um cavalo e temos direito ao convívio?
Vai haver uma exposição de máquinas agrícolas. Como não há agricultores empreendedores na freguesia, achamos que se trata de um evento para os de fora da terra. Aliás, são os de fora que exploram as terras de lavradio que cá existem. Poderiam pelo menos fazer uma feira com os produtos agrícolas que os amadores agrelenses cultivam, criando assim uma oportunidade de escoamento da muita batata e tomates que alguns têm.
Vem no cartaz também a anunciar uma gincana de tractores. Confessamos que disto nunca vimos. Mas estão à espera de quê? De ver alguém debaixo de um tractor? É que quando um tractor capota, quase sempre o seu condutor tem muito azar. Não são 100kg que lhe caem em cima. Quanto a isto apenas desejamos que corra pelo melhor e que ninguém se aleije. Responsavelmente deverá lá estar uma ambulância.
Gostamos muito de ver que a Câmara Municipal deu alto apoio, a avaliar pelo tamanho do seu reclame. Sim senhor, isto é para os Estrelas da Serra não andarem por aí a dizer que a Câmara não apoia em nada. Estão muito enganados. A Câmara não apoia é nada do que eles façam. O que é bem diferente.
Já agora, quem é a organização desta feira? No cartaz não vem a mencionar. Apenas refere o nome de pai e filho como colectores das inscrições. Mas então, se não é uma associação e tem um apoio camarário, estamos a pensar, a título individual, organizar um torneio de berlindes e vamos ver se a Câmara nos dá o seu patrocínio. Já se é a Comissão de Festas da Senhora da Guia quem organiza, não percebemos o motivo de não o mencionar no cartaz. A quem nos dirigimos para reclamações ou dar os parabéns no final do evento? Está tudo muito nublado no que se refere aos parâmetros em que se organizou esta feira.
Isto é quase como fazer querer vender gelo no pólo norte ou vender aquecedores no equador. Se aqui não há agricultores, há jovens pouco interessados em ver máquinas agrícolas, e praticamente ninguém tem cavalos ou charretes, trata-se de um evento com muito interesse, sim, mas mais para os da área e, por isso, estrangeiros à freguesia. Muita gente lá deve de ir no próximo fim-de-semana. E petiscos e bom vinho não vão faltar. E a Câmara está de parabéns por mostrar mais uma vez que apoia eventos no concelho.
Quem se queixa da Câmara por não ter apoio nenhum, que vá perguntar ao senhor António e Nelson Pires como o conseguiram que eles devem de saber e poderão ensinar a receita. Aprendam alguma coisinha…


quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Paço

O Paço, onde se encontra a escola primária, é um lugar entregue a apenas duas famílias: os da Armanda e os da Filomena. Não fosse o acesso à escola e esta zona quase que poderia ser um condomínio fechado. Começa com a rua Manuel Cirne, ao que se apurou este senhor, que trouxe a senhora da Guia para a nossa freguesia, viveu nesta zona, e depois segue-se a rua Ferreira Gomes outrora Rua Urbanização das escolas e depois sim, a Rua Urbanização das escolas. Se estamos errados quanto a isto, corrijam-nos.
Este é o lugar onde quase toda a gente já apanhou. Contam-se pelos dedos aqueles que em tempos não tiveram as mãos esquentadas pela régua da professora ou a cara pela mão. Era aos 50 bolos de cada vez, à estalada, aos puxões… era praticamente um lugar de aprendizagem e de tortura. Uma coisa é certa: só passava de ano quem sabia e a indisciplina por parte dos alunos era nenhuma. Ali quem mandava eram as professoras e ai de quem fizesse queixa em casa que ainda levava por cima. Bons e maus tempos para todos. Hoje a escola tem outras condições e a árvore da entrada em que muitos se penduravam nos seus galhos imitando o Tarzan desapareceu.
                O maior problema deste lugar debateu-se com o nome da rua. Ao que se sabe, a rua que vai do Quim da Filomena até ao Fernando da Filomena foi paga pelos seus moradores. Por isso esta gente debateu-se para que a rua tivesse o nome das famílias: Gomes Ferreira. Ao fim de anos de luta, lá conseguiram esse feito. Outro problema deste lugar continua a ser o estacionamento na escola primária. Nas horas de entrada e saída da criançada a fila alonga-se entupindo o afluimento do trânsito. Há mesmo quem viva a meia dúzia de metros mas que opta por ir buscar a criança de carro. Uma vergonha. No nosso tempo ia e vinha tudo a pé. Muito mimam os miúdos. E o problema para estacionar é evidente. Os professores deixam os carros em cima dos passeios. Se um camião tiver que ali passar é sempre necessário remover de lá dos carros. Um problema ainda sem solução à vista. Mas também, ao ritmo de nascimentos que tem havido na freguesia não tarda nada a escola fecha e este problema fica resolvido.
Mesmo em frente à escola mora o Tone da Armanda e a sua esposa que desde sempre teve canalha dos outros dentro da porta. Dentro de meses terá um netinho e o treino já é mais do que muito. Já o seu marido lidava com os artistas dos teatros, na década de 70, e actualmente tomou a posição do seu irmão, já falecido, na organização das procissões da freguesia. Quem também tem acesso para o Paço é a o nosso Presidente da Junta. Agora com a sua casa quase pronta ladeada por luxo e seguido pela Casimira que tem as suas éguas. Será que vai participar na feira agrícola?! (este é um tema a explorarmos num outro post). 
Este é um lugar de pouca confusão. É tudo família e eles lá se entendem. Mas apesar de pequeno e de poucas pessoas lá viverem tem também os seus emigrantes. É no Luxemburgo, é na França, é nos Estados Unidos, alguns até já na Bélgica e na Venezuela estiveram, fora os que tiveram as viagens indesejadas do Ultramar que os levou para vários países africanos. É por isso um lugar bastante cosmopolita.
E quem não se lembra das saudosas Tia Filomena e a Tia Micas do Cruz. As duas terminaram os seus dias bem mais pequenas do que aquilo que um dia foram. Era vê-las curvadas mas sempre a trabalhar. A Tia Micas muitos anos andou com o seu carrinho de mão para o quintal que tinha no Souto. Gente de trabalho que em nada se assemelha ao espírito de muita gente da freguesia que é jovem e quer é estar ao alto. O lugar do Paço, nome associado à nobreza e burguesia, é aqui na nossa terra um lugar de gente comum, quase todos a trabalhar e com um grande exemplo para todos, o Joaquim, que foi entrevistado na última edição do Boletim da Junta. No entanto, e de acordo com a simbologia associada ao nome do lugar,  pelo menos no corrente ano, o Paço foi o lugar dos presidentes da freguesia: Paulo Bento como presidente da Junta e Casimira, a cunhada, como presidente da Ass. de Pais da Escola Primária. É assim a rua presidencial.
Até a filha da Tia Micas, a Cinda, não quer largar o trabalho. Continua na terra dos franceses, ao que se sabe a trabalhar, enquanto o seu marido aproveita para tirar umas férias da esposa gozando temporadas maiores aqui na freguesia.
A nossa Maria Callas, a Mena da Tia Filomena, continua a contribuir com a sua voz para a igreja e com a porta da sua loja aberta para todos. Quem nunca foi a esta loja comprar umas linhas ou umas agulhas, um caderno ou uns cordões, uma acetona ou uma graxa? Lá tem muito daquilo que precisamos.  Ela ficou solteira e nem as constantes exibições físicas do seu vizinho a impressionaram. Já quem tiver azar com os carros ou motas qualquer um dos seus irmãos poderá prestar auxílio. A mecânica deves-lhes estar no sangue.
O Paço, como lugar exclusivamente familiar,  tem a grande vantagem de poder camuflar e encobrir muitas histórias...sorte a deles, azar o dos curiosos!