domingo, 2 de outubro de 2011

O início catequese: onde anda a fé dos jovens da terra?

Caros seguidores,

A catequese começou este fim-de-semana e a missa de sábado deu destaque a este acontecimento. Muitas caras novas vimos na igreja. Os pais das criancinhas apareceram por lá num dos raros momentos em que metem os pés na igreja. Alias, cada vez mais é frequente só ver os pais das crianças quando há as festas dos filhos. Talvez tenha sido este o motivo para o senhor Damião, de há uns anos para cá, ter começado a inventar as festas de ano. Nesse dia os pais quase que se vêem obrigados a comparecer.
Acreditamos mesmo que um dos grandes motivos de manterem os miúdos na catequese seja o facto de assim haver continuidade de festas na família. Se virmos bem, poucos são os que sabem os significados dos sacramentos. Os baptizados, comunhões, crismas são, para muitos, o motivo para haver uma festa. E para festas o povo está sempre pronto. Mas com a crise que se instalou … isto começa a complicar. 
Ainda há catequistas da velha guarda que vão mantendo o seu posto. Com os seus métodos variados, com ou sem motivação as crianças lá vão uma hora por semana para, supostamente, aprenderem alguma coisa. A catequese tem que inovar. Houve os Magalhães nas escolas, as novas oportunidades, choque tecnológico ao nível da educação e a catequese não acompanhou estes tempos. Mas também com o “ministro da catequese” que temos aqui na terra… Algumas catequistas mais jovens lá vão tentando acompanhar mais um pouco estas novas tendências… mas não estamos a ver algumas delas a apresentar uma história no computador aos miúdos ou a fazer um jogo com eles. É o catecismo e orações. Internet na igreja é necessário. Mas depois era necessário também uns cursos de informática para algumas catequistas. pelo menos de exploração de blogs há um senhor ligado à igreja que lhes poderá explicar. 
De acordo com os novos acontecimentos do Carvalhal e a sua casa de culto, já ficámos a saber que por lá há quem domine a bíblia. Sugerimos que a catequese lá fosse . Mas concordamos que é um pouco arriscado. No entanto, as catequistas podiam ir lá fazer umas formações sobre as sagradas escrituras e novos métodos que, pelos vistos, chamam muita gente. Ali há motivação. Não para os filhos, mas, ao que parece, para os seus pais.
Velhas ou novas, melhores ou piores, as catequistas voluntariam-se para ensinar o cristianismo e assim propagar a fé cristã. Que o façam de melhor forma que o senhor Damião, que cada vez mais afasta os jovens da igreja com as suas missas enfadonhas, muitas vezes com sermões inoportunos e nada apelativos para quem vive nesta realidade.
Certamente haverá quem aprecie. São opiniões. Mas longe vão os tempos em que ao sábado e domingo muita gente ficava sem lugar na missa. Muitos abriram os olhos e os ouvidos e fartaram-se. Que aprendam alguma coisa na catequese, já que nas missas… é capaz de não ser um bom meio para aprender, a ver pelos métodos demonstrados ontem pelo senhor. Vamos esperar por melhores dias. Talvez cheguem com melhores pessoas.

sábado, 24 de setembro de 2011

O dia F ?

Caros seguidores,


 Hoje ficámos realmente cientes da força deste movimento que se está a tentar implementar na nossa terra. Já aqui expusemos no nosso post dedicado às artes do oculto as várias vertentes que existem na freguesia. Mais poderão existir, no entanto, não são do nosso conhecimento. Contudo, e apesar de à altura de escrita daquele post tudo não ter passado da suposição relativamente às reuniões que se realizavam na casa do “Carlos do Aflito” no Carvalhal, agora já toda a gente sabe que é verdade e até recebemos aqui no blog o convite para quem quiser assistir a estes encontros. Ao que refere a provável anfitriã, tudo não passa de leituras e debates sobre o Evangelho e as sagradas escrituras.
Pois muito bem, estávamos tentados a lá aparecer hoje, mas não deu. Quem sabe numa próxima. Entretanto vamos comprar a bíblia e estudá-la um pouco para não irmos para lá totalmente leigos. Mas ficámos bastante surpreendidos quando na saída da missa das sete vimos uns folhetos espalhados pelos carros. No folheto anunciava o Dia F como sendo o 25 de Setembro. No dia D (6 de junho de 1944) já tínhamos ouvido falar, relativo ao desembarque das tropas na Normandia na segunda guerra mundial. Mas este já é mais à frente e passa a letra E à frente para ir direto ao F. O local também é diferente, bem mais perto de nós: será no centro comercial dos Carvalhais, no antigo cinema, em Santo Tirso. No folheto podemos ler:
Será que há um dia marcado para mudar de vida? A resposta é sim, basta que você decida.
Ora, quanto a isto não nos vem dizer novidade nenhuma. É claro que todos temos um dia para mudar de vida. Nem que seja porque nos saiu o euromilhões; porque fomos despedidos do trabalho; porque fomos pais; porque descobrimos que a cabeça começou a andar mais pesada e afinal devia-se aos cornos que já estavam crescidos… enfim, muitas coisas nos podem acontecer para que haja um dia que nos possibilitou mudar de vida. Ficámos por isso pouco impressionados com este tal dia F. Pensávamos que seria algo extraordinário. Depois começámos a magicar ao que poderíamos associar o F. Dia F de fo…ido? F de fracasso? F de fácil? Depois de muitos F lá nos inclinamos para o F de felicidade e de fé.  
Questionamo-nos depois do seguinte: todos os anos surge o problema com a falta de catequistas para as nossas crianças. Se nesta casa se pratica a leitura do Evangelho e das sagradas escrituras, as crianças poderiam começar a ter lá catequese. Até é ao sábado à tarde! Ou pelo menos, algumas das senhoras que lá vão, e que até são da terra, poderiam se voluntariar como catequistas, já que devem de ter bastante conhecimentos das escrituras sagradas…e tempo disponível também parecem ter.
Tudo nos leva a crer que este panfleto foi colocado pelos crentes que seguem as ideias que se praticam na tal casa. E por isso mesmo também ficámos impressionados. Será que já há tanta gente assim a aderir que o espaço da casa já não é suficiente? Já têm que ir para os Carvalhais? Se calhar, se tivessem pedido as instalações das Junta, o Senhor Presidente teria cedido o espaço para que os milagres ocorressem. Sim, porque são dados dois exemplos de testemunhas de milagres no tal folheto. Que pena este folheto ter vindo na véspera do dia F impossibilitando-nos de alterar os planos que tínhamos para amanhã e, por isso, não poder comparecer neste concílio que iria resolver a nossa vida.
Acho que vamos esperar pelo dia L ou o dia R para ver se estamos disponíveis. 

sábado, 17 de setembro de 2011

Os tempos mudam... os roubos também

Caros seguidores,

Longe vão os tempos em que os "assaltos" aqui na terra eram feitos a árvores com fruta, a galinheiros, a quintais. Os tempos mudam e a sem-vergonha também. Hoje em dia passamos pelas ruas e assistimos a árvores carregadas de fruta, algumas até apodrecerem, sem ninguém que as colha. Há uns anos atrás isso era algo impossível de vislumbrar por aqui. Roubar fruta era das actividades preferidas da malta. Muitos foram corridos à pedrada pelos seus donos, alguns até ouviram o som das balas. Mas ainda há poucos anos uma dupla de senhoras foi avistada a saquear na Agra... Dá trabalho plantar e colher, não é?
Tudo isso faz parte da história. Este tipo de roubos "saudáveis" já não existem. Agora o que se assiste é a uma falta de respeito, educação e de civismo nunca imaginados. Mas como correm os tempos, não tarda nada que as árvores e os quintais vão voltar a ser alvo de investidas.
Foi no início desta semana que algumas pessoas da freguesia ficaram sem telefone e, algumas, sem internet. O motivo foi revelado: andaram a roubar os fios das linhas telefónicas. Mas estamos na selva ou onde é que estamos? As placas das auto-estradas são saqueadas praticamente todas as semanas, agora chegou a vez de roubarem fios. Já houve até quem roubasse fios de instalações elétricas de obras. Vamos ter que armar guarda aos fios que passam pelas ruas?!
Não há paciência para tanta falta de punição destes ladrões descarados. E o que mais preocupa, é que este tipo de gente sai sempre por cima, sempre impune, sempre a rir daqueles que para terem alguma coisa trabalham e são honestos.
E toda a gente sabe que por cá há alguns...

P.S.: Já agora, e o ouro da Senhora da Guia? Terá sido também roubado? Onde anda o ouro?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

As artes do oculto e da bruxaria estão a invadir Agrela?

Caros seguidores,

Os tempos não estão fáceis para ninguém e há quem se vire para todos os lados. O lado do oculto, da bruxaria e todas as variantes espíritas e suas adjacentes estão muito em voga. Apesar de Monte Córdova ser a terra das bruxas, Agrela também tem as suas entidades associadas a este mundo.
Um seguidor enviou-nos um comentário que não sabemos se se trata de uma informação verídica ou apenas mais um boato para levantar suspeitas e muitas vezes problemas. Aqui está o comentário do anónimo: Em vez de andarem a falar de politica, existe um assunto bem mais interessante para o blog aprofundar. Sábados de tarde na casa do Carlos do aflito, mesmo junto ao café agrelense, tem havido sessões de espiritualismo, tem metido brasileiros e muita gente de agrela já lá foi limpar o diabo. Investigue-se Grande blog
Por Anónimo em A exposição de fotografia às 15:09
Pois muito bem, que no Facho havia gente ligada a esta área, já muita gente sabia. Mas no Carvalhal é, para muitos, uma novidade. Ao que parece, e metendo brasileiros, o carvalhal pode estar a formar o seu próprio terreiro de Mãe de Santo com leitura de búzios e tudo. No Facho a vertente parece ser outra. Além da senhora que espalha o sal à sua porta, na tentativa de afastar o mau-olhado da sua casa, quem é que nunca ouviu falar dos mistérios da casa amarela? Muita cera se gastou por esses lados. E volta e meia algumas encruzilhadas da freguesia são alvo de autênticos rituais de bruxaria, quase sempre ligadas a mau-olhado, a vinganças, a desconfianças amorosas e até a pedidos desesperados para resolver situações de dinheiro.
Ultimamente também foi aqui comentado que havia uma tal de Dona Gimenta, seguidora da corrente de São Cipriano. Tudo isto está ainda muito nublado. Não temos conhecimento de provas, por isso mesmo não estamos aqui a denunciar ninguém nem a afirmar nada. Estamos apenas a debruçarmo-nos sobre este assunto que a muitos interessa.
E com a recente vaga de imigração para países como Angola e Moçambique, não tarda nada temos aqui em Agrela quem monte o seu negócio em concorrência direta com o Professor Bambo, especialista em vidência e em fazer arranjos. Vão se começar a ouvir o som dos batuques e a chacinar galinhas pretas a torto e a direito. Aí, depois, vai ser preciso montar vigília aos galinheiros para não serem alvo de assaltos.
Mas se dúvidas há relativamente a estes amadores das artes do feitiço, não há nenhumas relativamente ao Professor Dami. Este senhor é reconhecido além-fronteiras pelo seu domínio de espíritos e exorcismos. Toda a gente conhece alguém que já lá foi, ou alguém que já testemunhou a presença de clientes nas suas instalações. O senhor soma e segue.
Elas andam por aí. Quem sabe o seu vizinho não aderiu já a este mundo? Comece a observar sinais: fumo durante todo o dia na chaminé; velas a arder pela casa; compra excessiva de sal; procura de alecrim ou arruda; ferraduras nas portas; pedidos de água benta… tudo isto são indicadores de que à sua porta, pode haver um (a) mestre do oculto… Se tem receio mude de casa. Esta gente é estranha e com os seus fumeiros pode começar a manchar as paredes da sua casa, a estragar as suas plantações e até mesmo a intimidar as suas visitas. 
       Se acha que o seu corpo está possuído pelo diabo só tem uma coisa a fazer: ganhe juízo. Acha mesmo que o diabo escolheria o seu corpo para entrar com tanta Miss e Míster, reis e rainhas da beleza, por aí? 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Os tão falados arcos

Caros seguidores,

A festa da Senhora da Guia já foi há duas semanas e, como já aqui referiram em comentário, os arcos lá permanecem. Sempre estivemos na esperança de que este fim de semana teríamos uma surpresa por parte da Comissão de Festas e que teríamos aqui na terra uma festa para a Senhora das Dores. Mas agora vimos que afinal estávamos enganados. Ou melhor, as nossas fantasias não se concretizaram. Por isso agora nos dedicamos ao tema.
Muito se fala sobre o não pagamento da Comissão de Festas devido a incumprimentos por parte da empresa que aqui os veio colocar. Ao que se aponta, o preço que deram não correspondeu ao que exigiram no final. Pois muito bem, não temos certezas de nada e por isso não vamos estar para aqui a dar falsas informações. O que é certo é que eles ainda lá estão e é pena, já que durante o dia, sem iluminação, não são coisa bonita de se ver. Poderiam ligá-los pelo menos aos fins de semana, para a alameda ficar mais bonita.
Estamos até admirados é pelo facto de eles ainda se manterem intactos e de ainda não ter havido nenhum Chico Esperto a lá ter ido requisitar umas luzes para a iluminação de Natal na sua casa. Se fossem de material a jeito para os sucateiros era garantido que já lá não estavam.Se até as placas das auto-estradas desaparecem... os arcos não estariam lá de certeza.
Vamos aguardar que os venham recolher. E se não vierem, temos é que agradecer à Comissão pelo seu negócio e de terem arranjado uns arcos para a freguesia.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A exposição de fotografia

Caros seguidores,

A exposição de fotografia “Ecos de um povo” terminou. Durante mais de uma semana quem quis apreciar esta exposição teve tempo para lá ir. Desta vez ninguém podia reclamar do preço, já que a entrada era grátis, apesar de lá haver a caixa para as ofertas. E não foram só os da terra que lá foram ver a exposição. Vimos lá muita gente que não é de cá. E quem também lá foi, para nosso espanto, foi o nosso Presidente da Câmara. Ao que soubemos apareceu lá no final da procissão juntamente com o senhor Joaquim Rosário e o senhor Presidente da Junta. Terá sido convidado pela associação ou apareceu lá de surpresa? Agora os senhores da associação Estrelas da Serra já não podem andar por aí a dizer que a câmara não apoia nada e que o senhor presidente não põe cá os pés nas suas atividades. Será que ele contribuiu para a caixinha de donativos que lá estava?  
Este ano, além de fotografias, havia lá também a exposição de algumas réplicas de utensílios agrícolas do senhor Américo do Roque, segundo a informação que lá estava. Achamos bastante bem conseguido este seu trabalho e de muito interesse. Os nossos parabéns ao senhor Roque.
Relativamente às fotografias, temos que dar o valor a quem fez esta recolha e dar os nossos parabéns à organização que se mostrou muito profissional. Até cafezinho e vinho do Porto lá tinha com umas bolachinhas e um livro de honra para lá deixarmos a nossa opinião. Sim senhor, não se esqueceram de nada.
Foi bom conhecer um pouco mais sobre a história da nossa aldeia. Não conhecíamos muita gente que lá estava, mas deu para relembrar muita gente. Os registos que lá estavam sobre um batismo, uma certidão de óbito e de um casamento estavam bastante interessantes. Deram-se ao trabalho… afinal não somos só nós que andamos a investigar tudo. Vocês foram muito mais além… ainda não andamos em pesquisas de há dois séculos atrás.
 Fizeram um excelente trabalho e aqui deixamos os nossos parabéns a quem esteve envolvido neste evento. Como respeitamos os letreiros não fotografamos a exposição, não tendo foto para colocar aqui, mas o espaço estava muito bem criado e com uma iluminação muito boa. 
Para nós este foi talvez o melhor evento cultural que a nossa freguesia teve até hoje. E foi muito bom saber que os nossos idosos saíram de casa para assistir a um evento da nossa terra que muitos lhes diz.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Análise deste grande fim-de-semana: Festa da Senhora da Guia

Caros seguidores,


Soubemos que alguns seguidores já sentiram a nossa falta. Mas aqui estamos nós.
Depois de uma semana relativamente tranquila, eis que chegou um dos fins-de-semana mais aguardado pelos agrelenses: a festa de Nossa Senhora da Guia.
Nestes últimos dias Agrela foi visitada por tudo. Todo o movimento começou logo na sexta-feira com as várias vezes que a GNR veio intervir, ao que se sabe devido a um problema com uma roulotte que lá estava e com os senhores do café Peixinho que muito implicaram com tudo. Tivemos ainda os bombeiros no sábado de manhã a apagar um incêndio e ainda o INEM que no domingo à tarde foi chamada ao monte devido a um acidente de moto. Aqui só ficámos intrigados com o facto do Kit de intervenção não ter comparecido no local, sendo tão próximo das suas instalações. Terá sido chamado?! Se não foi qual o motivo? Muito se passa nesta pequena terra.
Vamos então fazer a nossa observação sobre a festa. E dissemos “nossa” porque sabemos que não falta quem discorde do que escrevemos. Cada um vê as coisas à sua maneira e esta é a nossa. Quem não gosta que não coma.
A música: durante toda a semana levamos com uma boa dose de música mais clássica e de igreja ao fim da tarde. Houve quem apreciasse e houve quem abominasse. Quem se safa destes megafones da torre é o pessoal que mora mais afastado da igreja. Já as músicas tão características que tocam durante todo o sábado chegam a irritar um pouco, até porque começam de manhã cedo. Mas como já estávamos acordados há bastante tempo, desta vez não nos incomodou. Já a música do conjunto de sábado à noite não nos convenceu. Ou melhor, o repertório não era mau, mas os seus vocalistas deixavam a desejar. Mas serviu para o efeito e é este tipo de conjuntos que anima as festas. Já os que se apresentaram no domingo, debaixo de chuva mas ainda assim com público… tocaram. Quanto à banda de música de Alfena…teve azar com o público. Apesar de não ser hábito ter muita gente a assistir no final da procissão, este ano, a chuva afastou ainda mais a assistência.
Os foguetes: isto é que foi queimar notas. O fogo-de-artifício teve os seus momentos. Começou com foguetes de “brincar” e teve uma fase para encher chouriços. Mas o objectivo da comissão foi cumprido. Muito tempo de fogo e com alguns bons momentos. Para a próxima vamos assistir ao fogo-de-artifício de touca na cabeça e com protecção nos olhos. A malta que estava a assistir no recinto da festa apanhou com a lixeira toda na cabeça e muitas foram as senhoras que se preocuparam com os seus penteados elaborados nos salões de cabeleireiro da freguesia nessa tarde tão concorrida. Pelos vistos esqueceram-se foi de mandar as tão afamadas “geraldas” para o ar em alguns momentos cruciais: na saída/chegada de uma procissão e na chegada da fanfarra também não ouvimos, o que não quer dizer que não tenham lançado.
A Vaca de fogo: Gostámos muito de saber que houve duas vacas a fazer correr o povo na sua frente. Apesar de proibida esta é uma das tradições que a malta mais admira e ficámos gratos à comissão por ter disponibilizado não uma mas duas vacas.
A iluminação: Mas que porra foi esta? Então arranjam uma iluminação com as cores do Brasil quando fomos disputar a final com os gajos? E para nosso desconsolo apanhamos no pêlo. Achamos curioso terem iluminado o cruzeiro. Confessamos que nos assustámos com a armação quando a vimos durante o dia. Coisinha feia que chegasse. Mas quando vimos tudo iluminado reconhecemos que nos precipitámos a julgar e que até era bastante bonita de se ver à noite. A igreja estava muito bonita.
Procissões: A procissão da noite foi bastante concorrida ao contrário da de domingo à tarde que não contou com muita gente e o público a assistir, como já aqui comentámos, era mais do que o que participava. Já mencionamos anteriormente que o facto dos cavalos desfilarem na abertura não nos agrada. Deixam rasto mal cheiroso pela estrada fora desnecessariamente. Quando trouxerem cavalos que tragam também umas fraldas para os bichos. Já nos informámos que elas existem. E se existem são para serem usadas nestas ocasiões, dias de festa.
Lá vimos os nossos agrelenses todos vaidosos na fanfarra com o homem dos karaokes a mostrar a sua força no pau na hora de bater no tambor.
Disseram aqui no blog que Agrela ia tremer neste fim-de-semana. E tremeu mesmo com a trovoada que se abateu no final da tarde. Achamos que um milagre ocorreu aqui na nossa terra pelo facto de, assim que o andor da Senhora da Guia ter entrado na igreja, começou a chover. Deixou assim que a procissão decorresse da melhor forma com a organização do senhor Jorge Pires que esteve ao seu melhor nível. Claro que o Cindo teve a sua parte não descurando o seu papel.
Ainda relativamente à procissão ficamos até estupefactos com o que vimos: lá estavam os membros da comissão todos bonitos, com roupa de festa, mas pensámos que seriam mais a desfilar, já que durante o ano vimos muitos mais a trabalhar. Houve desistências ou não quiseram dar a cara? Vimos a senhora esposa de um senhor tão vistosa de manhã e com outra veste de tarde, que parecia uma rosa, que pensámos tratar-se da roupa para o desfile. Mas na hora, a senhora e outros elementos, não abrilhantaram a passerelle. Quem também nos deixou boquiabertos com a sua ausência foi o senhor presidente da assembleia de freguesia, o senhor Marcelo. Ouvimos dizer que não foi convidado. (já estávamos a ficar habituados à presença dos presidentes nas procissões- da junta, da assembleia de freguesia e da câmara municipal. Desta vez, na ala presidencial, vimos o senhor presidente da câmara, o senhor presidente da junta e o senhor presidente de quê? Seria o senhor Joaquim Rosário o senhor presidente da comissão? Talvez.
Continua em aberto uma das grandes questões levantadas aqui o blog. Onde anda o ouro da Senhora da Guia? Ainda não foi desta que o vimos… Qualquer dia promovemos uma caça ao tesouro aqui na freguesia para o descobrir. Aqui está uma atividade interessante para os Estrela das Serra ou outra associação que o queira promover…
Deixamos aqui os nossos parabéns à comissão de festas pelo seu trabalho e aguardamos que saiam os nomes da próxima comissão.

P.S.: Foi pena não ter havido um ecrã gigante no palco para termos visto o jogo…mas vendo bem, a derrota saboreada no local estragaria a festa.