quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O dia de todos os santos

Caros seguidores,


        O dia de todos os Santos é aquele dia em que vemos muita gente na terra. Muita gente que já cá não vive, outros que nunca cá viveram e aqueles que embora por cá andem nunca são vistos. E o local de encontro é o cemitério. Pois bem, este dia é para recordarmos aqueles que já partiram (certamente para melhor sítio) e por isso é um dia para ser respeitado.

       O tempo até ajudou e a missa contou com grande parte do seu público junto às campas dos seus familiares/amigos, o que quer que sejam. E antes mesmo  de entrarmos no cemitério notamos logo numa coisa estranha. As meninas com as latas para colocarmos as moedinhas ou notinhas para a ajuda da Luta contra o Cancro eram estrangeiras. Mas então a cambada nova já não se dedica a este ofício neste dia?! Antigamente era uma festa poder nesse dia andar com uma lata enfiada no pescoço. Agora parece já não animar os mais novos... Uma coisa é certa. Aquela lata ao pescoço parece um badalo.

      A crise chegou e instalou-se muito bem. Parece até não querer arredar pé durante os próximos anos. No que se refere aos arranjos no cemitério isso não se notou. Continua a haver quem neste dia até fique a dever para poder apresentar um aparatoso arranjo de flores. Não estamos aqui a dizer que não se deve de ter aquilo bonito, afinal de contas é um dia especial...mas haja bom-senso. Há até quem nunca lá ponha os pés durante todo o ano mas neste dia só falta pôr luzinhas a piscar nas campas. Gostos...
       Temos dois reparos a fazer relativamente à missa. Em primeiro lugar a reclamação vai para o sistema sonoro.  O padre ainda era audível no exterior. Embora no cemitério de baixo com muitíssima dificuldade. Já os leitores...nada! Ficou no esquecimento haver uma ligação dos microfones dos leitores. Mas muita gente nem deu por essa falha, pois o que queria era admirar as pessoas que por ali estavam. O outro reparo refere-se à menina mais nova, também ministra da comunhão, que não escolheu bem o calçado para a sua tarefa desse dia. Andava a menina numa missão de todo o terreno em cima de uns saltos de vários cm e bem fininhos, galgando campas, enterrando o salto no saibro e em constante desequilíbrio. Receamos que a menina caísse e se espatifasse em cima de um bonito arranjo ou pior, se queimasse em cima das muitas velas que estavam em cim das sepulturas. Para a próxima será melhor arranjar umas sapatilhas já que se trata de uma prova de perícia complicada.
      E assim se passou mais um domingo em que muitas senhoras saíram à rua com a sua roupa nova ou a melhor que tinham no armário. Muito cortar na casa ouvimos. Ou era porque aquela campa tinha um arranjo assim, ou porque aquela (e) apareceu no cemitério com a (o) sua (seu) nova (o) companheira (o)... um dia que bem rentabilizado se tinha tricotado uma manta bem grande. E por um domingo os shoppings estiveram mais vazios...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Época de inundações na rua do Peso, junto à ponte, oficialmente aberta

Caros seguidores,




       A chuva veio e já se notam estragos. Ou melhor, mais do mesmo. Durante muito tempo a rua do Peso, que faz a ligação até ao antigo campo de futebol, esteve cortada ao trânsito. Foram feitas obras relativas à rede de saneamento. Pois muito bem, que essas obras eram necessárias, achamos que ninguém duvida disso. Agora o que nos preocupa é o facto da valente "me...da" que ficou a obra depois de concluída.
        Quem ali passa diariamente, especialmente nos dias de chuva, sabem bem o que aquela estrada é. A água acumulava-se em poças gigantes que obrigam muitas vezes a que as pessoas passassem por cima dos muros ou andassem em ziguezague no meio da estrada. O problema já é velho e já nos tempos das confeções Europa muitas senhoras chegavam ali e descalçavam-se para passarem sem encharcar os sapatos.A chuva apenas começou no domingo e já são visíveis os charcos. Sempre pensamos que, uma vez que estavam a ser realizadas obras a coisa iria melhorar. Mas mais uma vez foi como o costume. Arranja-se aqui, piora ali... Ao que apuramos a estrada é municipal. Cabe à Câmara resolver o assunto. Por isso, gente, não esperem por milagres. Quem por lá passar que vá de galochas e se prepare para andar por cima do muro. E aquela estrada está perigosa. A qualquer momento apanham com um fugitivo da polícia e podem levar com o carro em cima. É preciso ter azar. O homem que se queria livrar de uma possível multa acabou por se espatifar contra o muro e ter ainda mais prejuízo.
         A nossa Junta bem que poderia fazer uma reclamação à Câmara pela grande borrada que ali está. E se calhar ter o seu Kit de intervenção sempre preparado para lá ir de vez em quando socorrer alguém.
        Relativamente ao problema da água na rua... não somos engenheiros civis nem técnicos especializados na área. Mas temos umas ideias que bem estudadas resolveriam o problema:


1ª - Construir um teleférico entra a casa do Américo do Roque (filho) e a rotunda que dá acesso à escola;
2ª - Fornecer barcos de borracha durante esta época para que as pessoas pudessem fazer a sua deslocação sem se molharem;
3ª - Contratar o senhor Pedro, que até também é bombeiro e mora ali ao lado, para que ele com a sua cisterna possa retirar as águas do caminho. (o homem até ficaria agradecido de ter um trabalho com águas menos perfumadas durante uns tempos);
4ª -Simplesmente fazerem uma obra em condições;


Até que a rua fique transitável em dias de chuva, o mais que o povo tem a fazer é calçar umas galochas e prepara-se para banhos. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Teve uma dor...

Caros seguidores,



         As notícias voam aqui na freguesia. Sobretudo as que metem igreja, divórcios, desgraças, enfim, acho que todos sabemos o tipo de notícias a que nos referimos. Ontem chegou-nos aos ouvidos algo insólito. Então não é que o pessoal que acordou cedo para ir à missinha rezar por um mundo melhor acabou por não o poder fazer? Referimos-nos à missa das 9h. E para quem ainda não sabe, aqui vamos contar.

        Estava o povo já sentadinho nos agora sempre lugares disponíveis que a igreja tem aguardando a aparição do nosso padre quando a sua ... a sua quê? Bem, a sua fiel colaboradora dos serviços religiosos, a quem todos temos algum agradecimento a fazer pelo muito que faz pela igreja, e não só, se dirigiu ao microfone para fazer um comunicado. Aliás, um triste comunicado: Hoje não vai haver missa. O senhor abade teve uma dor.
       Sim, foram estas as palavras aplicadas. Pois bem, temos mais é que desejar que a dor do senhor abade passe. Dor no corpo?! Na alma?  Dor de costas? Dor de cabeça? Dor de barriga? Não sabemos. Foi uma dor.  E deve de ter sido forte para não ter podido celebrar a missa. Com tanta coisa de mal que anda por aí os motivos para uma dor pode ser muitos. E por isso, como cantava a nossa saudosa Amália Rodrigues  na música da Mariqunhas, " ....dar de beber à dor é o melhor ...". Um copito de bom vinho faz sempre bem a tudo.
          Quanto ao anúncio temos um reparo a fazer. Não eram necessários mais esclarecimentos do que os que foram dados. Toda a gente tem os seus males, sofre das suas doenças e para isso é que existem atestados e baixas médicas. Mas o que é de salientar é a forma como o comunicado foi feito. Mostrou algum despreparo em fazer anúncios ao público. Achamos que o senhor precisa de uma porta voz mais preparada. Onde foi parar o "Bom dia"?  Já não falamos em palavras de desculpa ou agradecimento pela presença de todos porque até nem era assim tão necessário e não havia nada para desculpar: de um momento para o outro todos podemos "ter uma dor". Um curso de relações púbicas para a senhora é merecido. Não haverá forma de o fazer pelas novas oportunidades?
       De qualquer modo toda a gente percebeu bem o que aconteceu. Será que o senhor abade vai estar de baixa?! A idade também começa a pesar e as dores começam a ser mais frequentes com os anos. E um pedido de reforma, não?! Tanta gente a querer reformas antecipadas... e o senhor que já tem idade que chegue continua a trabalhar. Uns 8...outros 80.  Afinal o senhor só está a seguir as medidas que as nossas economias pretendem: trabalhar até morrer. Vamos aguardar por esclarecimentos do seu estado de saúde e ver se a sua dor passa.  E há dores do diabo! E como o próprio senhor anunciou numa missa de sábado aqui há pouco tempo: os diabos andam por aí. Pois, andam, andam. Nós sabemos bem!
        Rápidas melhoras para o senhor. Sabemos que não falta quem se ofereça para lhe prestar os cuidados necessários, por isso estamos tranquilos. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Caminhada ao Vale Pisão no aniversário da Associação Estrelas da Serra

Caros seguidores,


         Desde a exposição de fotografias, em Agosto, que a associação Estrelas da Serra não dava sinais de vida. Devem de ter gozado o seu período de férias em Setembro. Agora aparecem com uma atividade que consiste na comemoração do seu 3º aniversário. E tal como nos outros anos, para o comemorar organizaram uma caminhada com Magusto. Este ano vem com um up grade: o almoço também vem no pacote.O percurso escolhido vai levar os participantes até ao Vale Pisão. Não poderiam ter escolhido melhor.    Depois de um orçamento de estado para o próximo ano como todos vimos, em que todos vamos ficar mais pobres ( os que levam uma vida dentro da classe média e com as suas contas em dia) nada melhor do que levar o povo a ir ver como vivem os ricos. Lá vai o pessoal apreciar aquele estilo de vida que muitos sonharam ter e que alguns até, iludidos por tudo o que até há pouco tempo era facilitado e dado, se arriscaram a ter. Agora estão com a corda na garganta. Mas achamos bem esta visita. Assim o povo deprimido vai ver que há quem esteja bem na vida, há quem viva rodeado por luxo, mesmo aqui ao pé de nós. E que por sinal até já têm tudo apostos para ter água da rede pública quando nós continuamos a carregar garrafões de água para casa, que para informação dos menos atentos, vai subir também para 23%.
              Depois de todos babarem e até "invejarem" aqueles luxos, regressam à realidade e vão comer bifanas e grelhados. Enquanto nas cozinhas do Vale Pisão, provavelmente, vai haver marisco e vinhos caros, o povo vai comer carne grelhada e depois como sobremesa castanhas assadas. Pois bem, gente, enquanto houver bifanas e castanhas ergam as mãos a Deus em agradecimento. Pobres mas felizes é o que se ainda quer. Mas quem estiver com os bolsos cheios ainda pode comprar casa no Vale Pisão. Ainda não está tudo vendido...
           E enquanto que no Vale Pisão os senhores da massa se dedicam ao golfe para exercitar o corpo, o povo caminha pelos montes em busca de ar puro. Cuidadinho a quem vai participar para não apanhar com uma bola na cabeça. Dizem que aquilo até dói.
           Resta-nos disponibilizar aqui o cartaz do evento com todas as informações. As inscrições, como habitualmente, são feitas no site da associação.
          Infelizmente viemos a constatar que para esse dia a previsão do tempo é de chuva. Azar do caraças! Tantos dias de sol a secar os poços da freguesia e agora para o dia de sair à rua dá chuva... Bem, pelo menos música vão dar. Sempre pode ser que se limitem a alimentar o povo e fazer um concerto na junta. Como o povo não gasta as energias pelo caminho pode ser que assim coma menos e que a associação poupe uns trocos na comida.
         Que tudo corra bem e parabéns à associação Estrelas da serra pelo seu 3º aniversário. Força Malta! Toca a calçar as sapatilhas e marchar monte fora.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Que cor falta aqui na terra? Casas com cores para todos os gostos.

Caros seguidores

Quem já teve que lidar com as câmaras municipais e todos os seus processos de licenciamentos e autorizações para construção, sabe muito bem que não é pêra doce. É nestes momentos que, quem tem um amigo lá enfiado, se consegue dar bem. Aliás, muito bem. Por isso há que começar a confraternizar com o pessoal da Câmara.
Exigem tudo e mais alguma coisa. É recuo de não sei quantos metros, é construção de passeios, é projeto disto e daquilo… enfim. Implicam com tudo, exigem quase tudo. É uma fantochada. Há no entanto uma coisa que, para já, ainda não vem explícita nos projetos e, por isso, nesse aspeto, o povo pode dar graças à sua criatividade e expressar os seus gostos. Referimo-nos à cor com que se pintam as casas. E neste campo temos aqui na freguesia mostras de gostos discutíveis. Vamos lá fazer um exercício de memória e comecem a pensar nas cores do arco-íris. Se repararem bem, muitas delas estão já nas paredes das casas aqui da freguesia. Haja alegria aparente já que o panorama para os próximos anos é bem cinzento.
O branco era a cor de todas as casas há uns anos atrás. Depois houve quem começasse a meter o amarelo, clarinho para não dar impacto. Mas a monotonia instalou-se aqui no povo e então começaram a arriscar. Mas, ou é mesmo do gosto duvidoso de alguns, ou então a cor da amostra não foi bem a que se vê agora que a pintura está terminada.
Quando uma casa entre o Souto e a Moutela apareceu de amarelo, há umas décadas, não faltou quem criticasse e dissesse que parecia uma casa de malucos. Mas agora essa casa não se destaca nada comparada com as novas que aqui surgiram na terra. E quem é que ainda não reparou na casa dos pais do nosso presidente de Junta? A cor destaca-se ao longe. Quem vem nas Gandarinhas e olha para o casario do lado esquerdo fere a vista com aquele cor de laranja para lá de sóbrio. Será assim tão fervorosa a inclinação partidária dos senhores? Será que tiveram um patrocínio do PSD e agora segue-se a placa informando que lá será a nova Sede do partido aqui na freguesia? Laranjinha que chegue…
E ainda ali ao pé tem também agora, onde é o café Pica-Pau, uma casa amarela. Mas amarela mesma. Será que a pintaram assim em honra ao Sítio do Pica-Pau amarelo? Mas um amarelo que até dá vontade de desviar o olhar com tal cor. Assim nem precisam de reclame ao estabelecimento Passando por lá dá mais do que nas vistas.
O cinzento também está a pegar moda. O arquiteto aqui da terra foi o primeiro a lançar a novidade. E assim sempre é uma forma de disfarçar manchas, verdete, enfim, de esconder defeitos e evitar que se pinte tão cedo novamente. 
O Monte Grande, agora conhecido por “monte do trinta” tem apenas duas casas mas talvez com o medo de não serem avistadas e querendo marcar o pé dizendo que ali mora gente (bem menos gente do que cães, ao que parece) pintaram as suas casas de cores garridas: amarelo e azul-turquesa. Sim, agora dá para ver que lá há casas.
Na rua São Pedro, já a chegar à igreja, temos uma casa azul, agora bastante desbotado. Não é comum, e já tem muitos anos aquela pintura. Se não soubéssemos de quem se tratava diríamos que era a casa de uns doentes do FCP. Mas não. Até porque quando foi pintada havia por lá adeptos vermelhos. E logo ali também temos a última novidade da terra. Uma casa entre o lilás e o rosa, pintadinha de fresco e que até poderia ser a casa da Barbie. Pelo menos de uma amiga dela.
Tanto implica a câmara com tudo mas ainda vai dando liberdade de pintar as casas à escolha do freguês. Há ainda muito para explorar. O povo ainda anda contido. Então não há ninguém que se arrisca a pintar a casa à riscas como na zona da Costa Nova em Aveiro? Ou então pintar umas flores, umas bolas, umas estrelas… há ainda muito para explorar.
Isso mesmo gente, vamos lá dar cor à freguesia que já basta a vida estar negra. E para quem tem vontade mas falta de inspiração, aqui deixamos alguns exemplos do mais colorido que pode haver. E sempre é uma forma de mover a economia. vamos dar trabalho aos trolhas e pintores da terra! Na falta de dinheiro para pagar...pinte você mesmo. Pode ser que assim até fique mais artístico! Tenha no entanto algum cuidado. Pintar a casa com as cores do arco-íris pode levantar suspeitas... já temos casas de tudo aqui na terra, não queira que a sua casa seja confundida com uma casa de gays, a não ser que o seja e assim se queira afirmar.   

sábado, 8 de outubro de 2011

Nova loja de compra de ouro na nossa terra: Cuidado, tenham muito cuidado.

Caros seguidores,

Sabemos que o nosso blog é lido por muitas pessoas e em várias partes do mundo, sobretudo emigrantes que assim vão seguindo algumas novidades da sua terra. Agora ficamos um pouco apreensivos. Hoje verificamos que nos prédios em frente à bomba de gasolina em Aldeia-Nova abriu uma nova loja que de venda pouco tem. Aliás, o que eles anunciam em grandes letras é mesmo a compra: "Compramos ouro a dinheiro". Este negócio cresce por todo o lado. Se há uns anos atrás eram as lojas de chineses que proliferavam como cogumelos, agora são as lojas de penhores e compra de ouro.
Pois muito bem, toda a gente tem ouro em casa. Só quem já o vendeu todo é que não tem.Alguns até o têm como dentes. Bons tempos em que se davam a estes luxos. Agora nem para dentuças de plástico há carcanhol.
 Muitas são as pessoas que nos dias da festa se enfeitam de ouro. Algumas aproveitam essas ocasiões para medirem a grossura dos seus cordões com olhares sentenciosos.  Algumas, como a vida lhes corre, devem de sentir as gargantilhas bem apertadas no pescoço... mas vender o seu ouro é que não. E uma coisa é certa, com esta crise que se instalou esmagam os pobres com estes negócios que os tornam mais pobres ainda.
Mas achamos que estes senhores se instalaram na freguesia certa. Com o que se tem falado do ouro da Senhora da Guia, talvez lhes tenha chegado aos ouvidos e por isso agora anseiem que esse ouro lá vá parar. Iriam facturar bem, ao ouro que a Senhora levava no seu andor em anos idos... Está na hora de andarmos com o  olho na loja e ver se lá não vai parar o senhor a quem foi dada a guarda do ouro.  Mas como ele até é de uma das terras do ouro, por lá até se deve fazer melhor negócio. Se este ainda não foi feito. Nada se sabe.
Com uma loja desta natureza aqui na freguesia somos da opinião que é necessário reforço de segurança na zona. Tantos assaltos que por aí andam que qualquer um que se dirija para aqueles lados pode ser tomado como cliente, levando o seu ouro, e ser confrontado com uma navalha na barriga ou com uma pistola na cabeça. É assim que isto anda. E como a polícia nada pode fazer o melhor é andarmos todos armados com uma fisga, já que para estas ainda não é necessário nenhuma licença.
Agrela está em alta. Os que têm olho para o negócio estão a descobrir isso mesmo. É casas de culto, casas de alterne, casas de compra de ouro...sim senhor, está na hora de pedirmos para Agrela passar a vila. Só nos falta mesmo o básico: água e saneamento em toda a freguesia. A câmara deixa-nos aqui encostadinhos à fronteira e investe o dinheiro em obras de muito interesse na cidade, como na palhaçada que estão a fazer em frente ao tribunal.
Agrelenses, abram a pestana. O ouro tem a sua cotação e é uma forma de se fazer reserva de valor. Anda toda a gente a querer iludir. tenham cuidado... e ultimamente até com os chás se tem que ter muito cuidado. Chazinho de cidreira não é coisa que esta gente ofereça. Preferem o chá de Santo Daime que sempre é melhor para ludibriar as pessoas. Venha o bagaço que é mais seguro.
Comecem a averiguar os vossos galinheiros e as galinhas poedeiras não vá uma delas começar a pôr ovos de ouro... nalgumas casas parece mesmo que existem! Depois é só ir com o cesto dos ovos à loja.
E para que toda a gente saiba as cotações do ouro, aqui deixamos as cotações do ouro dadas pelo Banco de Portugal. Afinal de contas o que queremos é informar. E informar com o máximo rigor, sempre que possível.

Cotações do Ouro em Barra

Com base no Fixing de Londres em USD - A.M. "Gold Bullion"
X Euros por 1 onça troy (a)
Cotações do Ouro em Barra (b)
07/10/201106/10/201105/10/201104/10/201103/10/2011
XAU1.228,9711.243,1231.199,671.253,6551.245,592

(a) onça troy = 31,103481 gramas.
(b) Desde 2 de Janeiro de 2008, calculada à taxa de referência diária EUR/USD. Estas cotações devem ser consideradas a título informativo.

domingo, 2 de outubro de 2011

O início catequese: onde anda a fé dos jovens da terra?

Caros seguidores,

A catequese começou este fim-de-semana e a missa de sábado deu destaque a este acontecimento. Muitas caras novas vimos na igreja. Os pais das criancinhas apareceram por lá num dos raros momentos em que metem os pés na igreja. Alias, cada vez mais é frequente só ver os pais das crianças quando há as festas dos filhos. Talvez tenha sido este o motivo para o senhor Damião, de há uns anos para cá, ter começado a inventar as festas de ano. Nesse dia os pais quase que se vêem obrigados a comparecer.
Acreditamos mesmo que um dos grandes motivos de manterem os miúdos na catequese seja o facto de assim haver continuidade de festas na família. Se virmos bem, poucos são os que sabem os significados dos sacramentos. Os baptizados, comunhões, crismas são, para muitos, o motivo para haver uma festa. E para festas o povo está sempre pronto. Mas com a crise que se instalou … isto começa a complicar. 
Ainda há catequistas da velha guarda que vão mantendo o seu posto. Com os seus métodos variados, com ou sem motivação as crianças lá vão uma hora por semana para, supostamente, aprenderem alguma coisa. A catequese tem que inovar. Houve os Magalhães nas escolas, as novas oportunidades, choque tecnológico ao nível da educação e a catequese não acompanhou estes tempos. Mas também com o “ministro da catequese” que temos aqui na terra… Algumas catequistas mais jovens lá vão tentando acompanhar mais um pouco estas novas tendências… mas não estamos a ver algumas delas a apresentar uma história no computador aos miúdos ou a fazer um jogo com eles. É o catecismo e orações. Internet na igreja é necessário. Mas depois era necessário também uns cursos de informática para algumas catequistas. pelo menos de exploração de blogs há um senhor ligado à igreja que lhes poderá explicar. 
De acordo com os novos acontecimentos do Carvalhal e a sua casa de culto, já ficámos a saber que por lá há quem domine a bíblia. Sugerimos que a catequese lá fosse . Mas concordamos que é um pouco arriscado. No entanto, as catequistas podiam ir lá fazer umas formações sobre as sagradas escrituras e novos métodos que, pelos vistos, chamam muita gente. Ali há motivação. Não para os filhos, mas, ao que parece, para os seus pais.
Velhas ou novas, melhores ou piores, as catequistas voluntariam-se para ensinar o cristianismo e assim propagar a fé cristã. Que o façam de melhor forma que o senhor Damião, que cada vez mais afasta os jovens da igreja com as suas missas enfadonhas, muitas vezes com sermões inoportunos e nada apelativos para quem vive nesta realidade.
Certamente haverá quem aprecie. São opiniões. Mas longe vão os tempos em que ao sábado e domingo muita gente ficava sem lugar na missa. Muitos abriram os olhos e os ouvidos e fartaram-se. Que aprendam alguma coisa na catequese, já que nas missas… é capaz de não ser um bom meio para aprender, a ver pelos métodos demonstrados ontem pelo senhor. Vamos esperar por melhores dias. Talvez cheguem com melhores pessoas.

sábado, 24 de setembro de 2011

O dia F ?

Caros seguidores,


 Hoje ficámos realmente cientes da força deste movimento que se está a tentar implementar na nossa terra. Já aqui expusemos no nosso post dedicado às artes do oculto as várias vertentes que existem na freguesia. Mais poderão existir, no entanto, não são do nosso conhecimento. Contudo, e apesar de à altura de escrita daquele post tudo não ter passado da suposição relativamente às reuniões que se realizavam na casa do “Carlos do Aflito” no Carvalhal, agora já toda a gente sabe que é verdade e até recebemos aqui no blog o convite para quem quiser assistir a estes encontros. Ao que refere a provável anfitriã, tudo não passa de leituras e debates sobre o Evangelho e as sagradas escrituras.
Pois muito bem, estávamos tentados a lá aparecer hoje, mas não deu. Quem sabe numa próxima. Entretanto vamos comprar a bíblia e estudá-la um pouco para não irmos para lá totalmente leigos. Mas ficámos bastante surpreendidos quando na saída da missa das sete vimos uns folhetos espalhados pelos carros. No folheto anunciava o Dia F como sendo o 25 de Setembro. No dia D (6 de junho de 1944) já tínhamos ouvido falar, relativo ao desembarque das tropas na Normandia na segunda guerra mundial. Mas este já é mais à frente e passa a letra E à frente para ir direto ao F. O local também é diferente, bem mais perto de nós: será no centro comercial dos Carvalhais, no antigo cinema, em Santo Tirso. No folheto podemos ler:
Será que há um dia marcado para mudar de vida? A resposta é sim, basta que você decida.
Ora, quanto a isto não nos vem dizer novidade nenhuma. É claro que todos temos um dia para mudar de vida. Nem que seja porque nos saiu o euromilhões; porque fomos despedidos do trabalho; porque fomos pais; porque descobrimos que a cabeça começou a andar mais pesada e afinal devia-se aos cornos que já estavam crescidos… enfim, muitas coisas nos podem acontecer para que haja um dia que nos possibilitou mudar de vida. Ficámos por isso pouco impressionados com este tal dia F. Pensávamos que seria algo extraordinário. Depois começámos a magicar ao que poderíamos associar o F. Dia F de fo…ido? F de fracasso? F de fácil? Depois de muitos F lá nos inclinamos para o F de felicidade e de fé.  
Questionamo-nos depois do seguinte: todos os anos surge o problema com a falta de catequistas para as nossas crianças. Se nesta casa se pratica a leitura do Evangelho e das sagradas escrituras, as crianças poderiam começar a ter lá catequese. Até é ao sábado à tarde! Ou pelo menos, algumas das senhoras que lá vão, e que até são da terra, poderiam se voluntariar como catequistas, já que devem de ter bastante conhecimentos das escrituras sagradas…e tempo disponível também parecem ter.
Tudo nos leva a crer que este panfleto foi colocado pelos crentes que seguem as ideias que se praticam na tal casa. E por isso mesmo também ficámos impressionados. Será que já há tanta gente assim a aderir que o espaço da casa já não é suficiente? Já têm que ir para os Carvalhais? Se calhar, se tivessem pedido as instalações das Junta, o Senhor Presidente teria cedido o espaço para que os milagres ocorressem. Sim, porque são dados dois exemplos de testemunhas de milagres no tal folheto. Que pena este folheto ter vindo na véspera do dia F impossibilitando-nos de alterar os planos que tínhamos para amanhã e, por isso, não poder comparecer neste concílio que iria resolver a nossa vida.
Acho que vamos esperar pelo dia L ou o dia R para ver se estamos disponíveis. 

sábado, 17 de setembro de 2011

Os tempos mudam... os roubos também

Caros seguidores,

Longe vão os tempos em que os "assaltos" aqui na terra eram feitos a árvores com fruta, a galinheiros, a quintais. Os tempos mudam e a sem-vergonha também. Hoje em dia passamos pelas ruas e assistimos a árvores carregadas de fruta, algumas até apodrecerem, sem ninguém que as colha. Há uns anos atrás isso era algo impossível de vislumbrar por aqui. Roubar fruta era das actividades preferidas da malta. Muitos foram corridos à pedrada pelos seus donos, alguns até ouviram o som das balas. Mas ainda há poucos anos uma dupla de senhoras foi avistada a saquear na Agra... Dá trabalho plantar e colher, não é?
Tudo isso faz parte da história. Este tipo de roubos "saudáveis" já não existem. Agora o que se assiste é a uma falta de respeito, educação e de civismo nunca imaginados. Mas como correm os tempos, não tarda nada que as árvores e os quintais vão voltar a ser alvo de investidas.
Foi no início desta semana que algumas pessoas da freguesia ficaram sem telefone e, algumas, sem internet. O motivo foi revelado: andaram a roubar os fios das linhas telefónicas. Mas estamos na selva ou onde é que estamos? As placas das auto-estradas são saqueadas praticamente todas as semanas, agora chegou a vez de roubarem fios. Já houve até quem roubasse fios de instalações elétricas de obras. Vamos ter que armar guarda aos fios que passam pelas ruas?!
Não há paciência para tanta falta de punição destes ladrões descarados. E o que mais preocupa, é que este tipo de gente sai sempre por cima, sempre impune, sempre a rir daqueles que para terem alguma coisa trabalham e são honestos.
E toda a gente sabe que por cá há alguns...

P.S.: Já agora, e o ouro da Senhora da Guia? Terá sido também roubado? Onde anda o ouro?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

As artes do oculto e da bruxaria estão a invadir Agrela?

Caros seguidores,

Os tempos não estão fáceis para ninguém e há quem se vire para todos os lados. O lado do oculto, da bruxaria e todas as variantes espíritas e suas adjacentes estão muito em voga. Apesar de Monte Córdova ser a terra das bruxas, Agrela também tem as suas entidades associadas a este mundo.
Um seguidor enviou-nos um comentário que não sabemos se se trata de uma informação verídica ou apenas mais um boato para levantar suspeitas e muitas vezes problemas. Aqui está o comentário do anónimo: Em vez de andarem a falar de politica, existe um assunto bem mais interessante para o blog aprofundar. Sábados de tarde na casa do Carlos do aflito, mesmo junto ao café agrelense, tem havido sessões de espiritualismo, tem metido brasileiros e muita gente de agrela já lá foi limpar o diabo. Investigue-se Grande blog
Por Anónimo em A exposição de fotografia às 15:09
Pois muito bem, que no Facho havia gente ligada a esta área, já muita gente sabia. Mas no Carvalhal é, para muitos, uma novidade. Ao que parece, e metendo brasileiros, o carvalhal pode estar a formar o seu próprio terreiro de Mãe de Santo com leitura de búzios e tudo. No Facho a vertente parece ser outra. Além da senhora que espalha o sal à sua porta, na tentativa de afastar o mau-olhado da sua casa, quem é que nunca ouviu falar dos mistérios da casa amarela? Muita cera se gastou por esses lados. E volta e meia algumas encruzilhadas da freguesia são alvo de autênticos rituais de bruxaria, quase sempre ligadas a mau-olhado, a vinganças, a desconfianças amorosas e até a pedidos desesperados para resolver situações de dinheiro.
Ultimamente também foi aqui comentado que havia uma tal de Dona Gimenta, seguidora da corrente de São Cipriano. Tudo isto está ainda muito nublado. Não temos conhecimento de provas, por isso mesmo não estamos aqui a denunciar ninguém nem a afirmar nada. Estamos apenas a debruçarmo-nos sobre este assunto que a muitos interessa.
E com a recente vaga de imigração para países como Angola e Moçambique, não tarda nada temos aqui em Agrela quem monte o seu negócio em concorrência direta com o Professor Bambo, especialista em vidência e em fazer arranjos. Vão se começar a ouvir o som dos batuques e a chacinar galinhas pretas a torto e a direito. Aí, depois, vai ser preciso montar vigília aos galinheiros para não serem alvo de assaltos.
Mas se dúvidas há relativamente a estes amadores das artes do feitiço, não há nenhumas relativamente ao Professor Dami. Este senhor é reconhecido além-fronteiras pelo seu domínio de espíritos e exorcismos. Toda a gente conhece alguém que já lá foi, ou alguém que já testemunhou a presença de clientes nas suas instalações. O senhor soma e segue.
Elas andam por aí. Quem sabe o seu vizinho não aderiu já a este mundo? Comece a observar sinais: fumo durante todo o dia na chaminé; velas a arder pela casa; compra excessiva de sal; procura de alecrim ou arruda; ferraduras nas portas; pedidos de água benta… tudo isto são indicadores de que à sua porta, pode haver um (a) mestre do oculto… Se tem receio mude de casa. Esta gente é estranha e com os seus fumeiros pode começar a manchar as paredes da sua casa, a estragar as suas plantações e até mesmo a intimidar as suas visitas. 
       Se acha que o seu corpo está possuído pelo diabo só tem uma coisa a fazer: ganhe juízo. Acha mesmo que o diabo escolheria o seu corpo para entrar com tanta Miss e Míster, reis e rainhas da beleza, por aí? 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Os tão falados arcos

Caros seguidores,

A festa da Senhora da Guia já foi há duas semanas e, como já aqui referiram em comentário, os arcos lá permanecem. Sempre estivemos na esperança de que este fim de semana teríamos uma surpresa por parte da Comissão de Festas e que teríamos aqui na terra uma festa para a Senhora das Dores. Mas agora vimos que afinal estávamos enganados. Ou melhor, as nossas fantasias não se concretizaram. Por isso agora nos dedicamos ao tema.
Muito se fala sobre o não pagamento da Comissão de Festas devido a incumprimentos por parte da empresa que aqui os veio colocar. Ao que se aponta, o preço que deram não correspondeu ao que exigiram no final. Pois muito bem, não temos certezas de nada e por isso não vamos estar para aqui a dar falsas informações. O que é certo é que eles ainda lá estão e é pena, já que durante o dia, sem iluminação, não são coisa bonita de se ver. Poderiam ligá-los pelo menos aos fins de semana, para a alameda ficar mais bonita.
Estamos até admirados é pelo facto de eles ainda se manterem intactos e de ainda não ter havido nenhum Chico Esperto a lá ter ido requisitar umas luzes para a iluminação de Natal na sua casa. Se fossem de material a jeito para os sucateiros era garantido que já lá não estavam.Se até as placas das auto-estradas desaparecem... os arcos não estariam lá de certeza.
Vamos aguardar que os venham recolher. E se não vierem, temos é que agradecer à Comissão pelo seu negócio e de terem arranjado uns arcos para a freguesia.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A exposição de fotografia

Caros seguidores,

A exposição de fotografia “Ecos de um povo” terminou. Durante mais de uma semana quem quis apreciar esta exposição teve tempo para lá ir. Desta vez ninguém podia reclamar do preço, já que a entrada era grátis, apesar de lá haver a caixa para as ofertas. E não foram só os da terra que lá foram ver a exposição. Vimos lá muita gente que não é de cá. E quem também lá foi, para nosso espanto, foi o nosso Presidente da Câmara. Ao que soubemos apareceu lá no final da procissão juntamente com o senhor Joaquim Rosário e o senhor Presidente da Junta. Terá sido convidado pela associação ou apareceu lá de surpresa? Agora os senhores da associação Estrelas da Serra já não podem andar por aí a dizer que a câmara não apoia nada e que o senhor presidente não põe cá os pés nas suas atividades. Será que ele contribuiu para a caixinha de donativos que lá estava?  
Este ano, além de fotografias, havia lá também a exposição de algumas réplicas de utensílios agrícolas do senhor Américo do Roque, segundo a informação que lá estava. Achamos bastante bem conseguido este seu trabalho e de muito interesse. Os nossos parabéns ao senhor Roque.
Relativamente às fotografias, temos que dar o valor a quem fez esta recolha e dar os nossos parabéns à organização que se mostrou muito profissional. Até cafezinho e vinho do Porto lá tinha com umas bolachinhas e um livro de honra para lá deixarmos a nossa opinião. Sim senhor, não se esqueceram de nada.
Foi bom conhecer um pouco mais sobre a história da nossa aldeia. Não conhecíamos muita gente que lá estava, mas deu para relembrar muita gente. Os registos que lá estavam sobre um batismo, uma certidão de óbito e de um casamento estavam bastante interessantes. Deram-se ao trabalho… afinal não somos só nós que andamos a investigar tudo. Vocês foram muito mais além… ainda não andamos em pesquisas de há dois séculos atrás.
 Fizeram um excelente trabalho e aqui deixamos os nossos parabéns a quem esteve envolvido neste evento. Como respeitamos os letreiros não fotografamos a exposição, não tendo foto para colocar aqui, mas o espaço estava muito bem criado e com uma iluminação muito boa. 
Para nós este foi talvez o melhor evento cultural que a nossa freguesia teve até hoje. E foi muito bom saber que os nossos idosos saíram de casa para assistir a um evento da nossa terra que muitos lhes diz.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Análise deste grande fim-de-semana: Festa da Senhora da Guia

Caros seguidores,


Soubemos que alguns seguidores já sentiram a nossa falta. Mas aqui estamos nós.
Depois de uma semana relativamente tranquila, eis que chegou um dos fins-de-semana mais aguardado pelos agrelenses: a festa de Nossa Senhora da Guia.
Nestes últimos dias Agrela foi visitada por tudo. Todo o movimento começou logo na sexta-feira com as várias vezes que a GNR veio intervir, ao que se sabe devido a um problema com uma roulotte que lá estava e com os senhores do café Peixinho que muito implicaram com tudo. Tivemos ainda os bombeiros no sábado de manhã a apagar um incêndio e ainda o INEM que no domingo à tarde foi chamada ao monte devido a um acidente de moto. Aqui só ficámos intrigados com o facto do Kit de intervenção não ter comparecido no local, sendo tão próximo das suas instalações. Terá sido chamado?! Se não foi qual o motivo? Muito se passa nesta pequena terra.
Vamos então fazer a nossa observação sobre a festa. E dissemos “nossa” porque sabemos que não falta quem discorde do que escrevemos. Cada um vê as coisas à sua maneira e esta é a nossa. Quem não gosta que não coma.
A música: durante toda a semana levamos com uma boa dose de música mais clássica e de igreja ao fim da tarde. Houve quem apreciasse e houve quem abominasse. Quem se safa destes megafones da torre é o pessoal que mora mais afastado da igreja. Já as músicas tão características que tocam durante todo o sábado chegam a irritar um pouco, até porque começam de manhã cedo. Mas como já estávamos acordados há bastante tempo, desta vez não nos incomodou. Já a música do conjunto de sábado à noite não nos convenceu. Ou melhor, o repertório não era mau, mas os seus vocalistas deixavam a desejar. Mas serviu para o efeito e é este tipo de conjuntos que anima as festas. Já os que se apresentaram no domingo, debaixo de chuva mas ainda assim com público… tocaram. Quanto à banda de música de Alfena…teve azar com o público. Apesar de não ser hábito ter muita gente a assistir no final da procissão, este ano, a chuva afastou ainda mais a assistência.
Os foguetes: isto é que foi queimar notas. O fogo-de-artifício teve os seus momentos. Começou com foguetes de “brincar” e teve uma fase para encher chouriços. Mas o objectivo da comissão foi cumprido. Muito tempo de fogo e com alguns bons momentos. Para a próxima vamos assistir ao fogo-de-artifício de touca na cabeça e com protecção nos olhos. A malta que estava a assistir no recinto da festa apanhou com a lixeira toda na cabeça e muitas foram as senhoras que se preocuparam com os seus penteados elaborados nos salões de cabeleireiro da freguesia nessa tarde tão concorrida. Pelos vistos esqueceram-se foi de mandar as tão afamadas “geraldas” para o ar em alguns momentos cruciais: na saída/chegada de uma procissão e na chegada da fanfarra também não ouvimos, o que não quer dizer que não tenham lançado.
A Vaca de fogo: Gostámos muito de saber que houve duas vacas a fazer correr o povo na sua frente. Apesar de proibida esta é uma das tradições que a malta mais admira e ficámos gratos à comissão por ter disponibilizado não uma mas duas vacas.
A iluminação: Mas que porra foi esta? Então arranjam uma iluminação com as cores do Brasil quando fomos disputar a final com os gajos? E para nosso desconsolo apanhamos no pêlo. Achamos curioso terem iluminado o cruzeiro. Confessamos que nos assustámos com a armação quando a vimos durante o dia. Coisinha feia que chegasse. Mas quando vimos tudo iluminado reconhecemos que nos precipitámos a julgar e que até era bastante bonita de se ver à noite. A igreja estava muito bonita.
Procissões: A procissão da noite foi bastante concorrida ao contrário da de domingo à tarde que não contou com muita gente e o público a assistir, como já aqui comentámos, era mais do que o que participava. Já mencionamos anteriormente que o facto dos cavalos desfilarem na abertura não nos agrada. Deixam rasto mal cheiroso pela estrada fora desnecessariamente. Quando trouxerem cavalos que tragam também umas fraldas para os bichos. Já nos informámos que elas existem. E se existem são para serem usadas nestas ocasiões, dias de festa.
Lá vimos os nossos agrelenses todos vaidosos na fanfarra com o homem dos karaokes a mostrar a sua força no pau na hora de bater no tambor.
Disseram aqui no blog que Agrela ia tremer neste fim-de-semana. E tremeu mesmo com a trovoada que se abateu no final da tarde. Achamos que um milagre ocorreu aqui na nossa terra pelo facto de, assim que o andor da Senhora da Guia ter entrado na igreja, começou a chover. Deixou assim que a procissão decorresse da melhor forma com a organização do senhor Jorge Pires que esteve ao seu melhor nível. Claro que o Cindo teve a sua parte não descurando o seu papel.
Ainda relativamente à procissão ficamos até estupefactos com o que vimos: lá estavam os membros da comissão todos bonitos, com roupa de festa, mas pensámos que seriam mais a desfilar, já que durante o ano vimos muitos mais a trabalhar. Houve desistências ou não quiseram dar a cara? Vimos a senhora esposa de um senhor tão vistosa de manhã e com outra veste de tarde, que parecia uma rosa, que pensámos tratar-se da roupa para o desfile. Mas na hora, a senhora e outros elementos, não abrilhantaram a passerelle. Quem também nos deixou boquiabertos com a sua ausência foi o senhor presidente da assembleia de freguesia, o senhor Marcelo. Ouvimos dizer que não foi convidado. (já estávamos a ficar habituados à presença dos presidentes nas procissões- da junta, da assembleia de freguesia e da câmara municipal. Desta vez, na ala presidencial, vimos o senhor presidente da câmara, o senhor presidente da junta e o senhor presidente de quê? Seria o senhor Joaquim Rosário o senhor presidente da comissão? Talvez.
Continua em aberto uma das grandes questões levantadas aqui o blog. Onde anda o ouro da Senhora da Guia? Ainda não foi desta que o vimos… Qualquer dia promovemos uma caça ao tesouro aqui na freguesia para o descobrir. Aqui está uma atividade interessante para os Estrela das Serra ou outra associação que o queira promover…
Deixamos aqui os nossos parabéns à comissão de festas pelo seu trabalho e aguardamos que saiam os nomes da próxima comissão.

P.S.: Foi pena não ter havido um ecrã gigante no palco para termos visto o jogo…mas vendo bem, a derrota saboreada no local estragaria a festa. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Festa da Nossa Senhora da Guia


Caros seguidores,

A festa da Senhora da Guia está à porta. É já nos dias 20 e 21 que a freguesia vai andar ao som de foguetes, fanfarra, tamboleiros e muita música. Até lá há as novenas para quem as quiser acompanhar. E quem lá vai em oração, que vá pedindo para que a Rua do Carvalhal e a Alameda Carneiro Pacheco estejam em condições para o dia da festa. Já está na horinha!
Muitos devem de estar desejosos que este fim-de-semana chegue. Os emigrantes comparecem todos na noitada e na frente do palco os bailarinos dão os seus passos de dança estudados. No sábado os tamboleiros vão andar por aí a poluir sonoramente a freguesia. Será que acolherem a nossa ideia e desta vez, juntamente com os tamboleiros, vêm umas brasileiras de biquíni a sambar? Acreditem que o saco de certeza que enchia mais. Para a noite, depois da procissão de velas começa a noitada propriamente dita. Já agora, arranjem gente com força para pegar no andor, não vá acontecer como noutros anos, e na festa de São Pedro deste ano, que o andor veio aos solavancos e até tiveram que arranjar substitutos. Depois da procissão o palco será abrilhantado pela Lusoband. Confessamos que aqui ficámos um pouco decepcionados. Ao que parece terem trabalhado durante o ano, contávamos com um nome sonante. O Tony e o filho sabemos que têm orçamentos elevados, mas tínhamos uma esperança… e há falta da Bandalusa vem a Lusoband. Nada de estarmos aqui a julgar a competência musical do grupo pois ainda não os vimos ao vivo. E pelos vídeo a que já assistimos no youtube, já ficámos a saber que, à falta de brasileiras a sambar pelas ruas, teremos umas também descascadas a bailar no palco. O que quer que cantem e dê para passar uns bons momentos está bom. Ali o senhor João e a sua esposa certamente mostrarão os seus dotes de dançarinos.
Uma vez que o espanto não deverá vir do grupo musical estamos confiantes que o investimento deverá ter sido no fogo-de-artifício. Este ano não fomos ao S João de Sobrado, por isso estamos ansiosos por ver o fogo aqui da terra. Não estamos nada satisfeitos com a falta da vaca de fogo. Queremos acreditar que será surpresa e que no dia ela aparecerá. O nosso Rameira de certeza que não se importa de encaixar o animal na cabeça correndo pela rua fora afugentando o povo. E atenção ao Kit de Intervenção aos incêndios, ele que esteja preparado e com o tanque carregado.
Já no domingo, a banda de música de Alfena estará encarregue pela música. Não façam como no São Pedro em que a banda ficou para lá a tocar para meia dúzia enquanto que a concentração de povo foi na rua da Revolta a assistirem aos últimos treinos para o Rally de carrinhos de rolamentos. É triste não haver banda de música em Santo Tirso, mas lá está, no nosso concelho é de esperar. Já a fanfarra será dos Bombeiros Amarelos de Santo Tirso. Lá veremos novamente os nossos muitos agrelenses que lá andam. Aqui a sugestão vai para que alterem as fardas desta gente, dar um ar mais moderno a estas meninas que estão na sola das “cheerleaders” americanas que também fazem manobras com bastões.
O que temos notado é que nas últimas procissões é mais a assistência do que aqueles que a vão a acompanhar. Na procissão de velas ainda há muita gente a participar. Vão com a velinha na mão, distraídos e tal… mas na da tarde quase todos ficam a vê-la passar. Isto tem que acabar ou então vai só um ou dois andores e já há gente suficiente para a acompanhar. Não sabemos quantos andores serão e se há gente para os carregar, que também parece ter vindo a ser um problema, mas façam o favor de se enfiarem na filinha. E já agora, avisem os senhores guardas que o Cindo, a nossa grande maravilha, tem todo o direito de vir a abrir a procissão. Nada de o afastarem quando está já na recta final.
Mas esta comissão muito gosta de surpreender toda a gente. E deve de ser com esse intuito que no seu cartaz não menciona o grupo musical que actuará no domingo à noite. Várias hipóteses podem estar nesta “omissão”: 1º ainda não tinham contrato com ninguém quando imprimiram os cartazes; 2º estão à espera da massa que os tamboleiros conseguirem para, dentro desse dinheiro, arranjarem alguém; 3º serão os melhores concorrentes das sessões de karaoke no largo da igreja e, à data de impressão dos cartazes, ainda não tinham a selecção final; 4ª é só para nos deixar curiosos; 5ª um motivo qualquer, sem razão nenhuma.
Pois é, alguns membros da comissão de festas já devem de estar a contar os dias para se verem livres da que se meteram. Se chegarem ao fim todos amigos, já não é mau. Mas…

E para quem quiser acompanhar o grupo Lusoband no dia da noitada, deixamos aqui um vídeo do seu 
repertório

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Exposição de fotografias: Ecos de um Povo

Caros seguidores,

Foi há quase um ano atrás que os agrelenses puderam assistir à primeira exposição fotográfica sobre a nossa terra. A Associação Estrelas das Serra, pelas mãos de vários colaboradores, deu aos agrelesenses momentos de muita emoção e alegria. Este ano parece que o cenário se vai repetir.
Vimos nos cartazes que a exposição abrirá as suas portas no dia 20 de Agosto e que estará aberta até ao dia 29. Confessamos que no ano passado ficámos bastante impressionados com o que vimos. Fotos que nos mostraram uma Agrela que não sabíamos ser assim e pessoas que muito ouvimos falar mas que não conhecemos. O espaço estava de muito bom gosto e a ideia foi muito bem conseguida.
Há que valorizar a nossa terra, as nossas pessoas e a nossa cultura. Este trabalho parece vir mostrar isso mesmo. Estamos curiosos por saber o que de novo apresentarão este ano. E a data escolhida parece-nos melhor do que a do ano passado. Vai apanhar aqui os emigrantes da terra que muito ouviram falar da outra exposição mas não a viram.
Os nossos parabéns a quem tem trabalhado para este evento. Imaginamos o trabalho que está por trás de tudo isto e valorizamos a dedicação de quem o faz. Soubemos que, tal como no ano anterior, a Carla Lírio e a Ana Moreira estão na frente desta exposição. E até as vimos por aí, ao que tudo indica, na recolha das fotos. Com tanta preciosidade lá dentro, o melhor é arranjarem um segurança para a porta... pensamos que o Américo do Bravo é capaz de vos dar jeito. O homem até parece ter alguma experiência nas noites de sábado, em frente à igreja. Se o quiserem contactar é fácil. Basta irem no domingo de madrugada até à porta de igreja que ele está lá. Mas também, dentro da associação, há bons elementos para manterem o respeito com o cabedal. E quanto a  forma física tinham a obrigação de estar minimamente preparados.
Para a abertura da exposição o Cindo, nossa grande maravilha, era um digno senhor para ir cortar a fita. Já que tem tanta experiência na abertura de procissões, não vos ficava mal tê-lo na abertura da exposição. No primeiro fim-de-semana, com a festa da Senhora da Guia, é capaz de haver lotação esgotada, estejam preparados para barrar a entrada à multidão. Mas sem dúvida alguma que é uma boa data para abertura. 
Resta-nos aguardar pelo dia e avisar as pessoas para visitarem esta exposição. Bom trabalho para a montagem. 
O horário será o seguinte:
 Dias da Semana
 Horário de Funcionamento
 Dia 20 Abertura às 15h00
 Segunda a Sexta-feiraDas 20h30 às 00h00
 Sábados e Domingos Das 10h30 às 12h30 e das 14h30 à 00h00

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A feira agrícola

Caros seguidores,

Até deu gosto ir ver a feira agrícola. Quanto mais não seja pela limpeza que fizeram ao mato que cobria o campo de futebol. Será que o armazenaram para a Luísa dar às suas cabras ou agora a bicharada vai ficar com menos um lugar de pasto?! Tudo tão bem rapadinho que ficou demorará o seu tempo a crescer e poder dar sustento aos animais.
Infelizmente não pudemos levar a nossa charrete. À última hora o nosso cachorro aninhou-se, e tivemos que desistir. Ainda pensámos ir pedir umas cabras ao Mário, já aqui mencionadas. Mas, ao que parece, não estava ninguém por casa que pudesse tratar do seu aluguer. Por isso fomos sozinhos. Ainda pensámos em levar um carrinho de mão com sacos de batatas, que tivemos muitas e grandes, para lá vender. Mas como esta feira não se destinava à venda mas sim a exposições, preferimos ir apenas com as mãos nos bolsos.
Estávamos bastante curiosos relativamente à gincana. Ficámos um bocado decepcionados com a falta de comparência de alguns agricultores amadores da freguesia: Onde estava o Sr Castro? E o Manel da Palheira? E o Mário?  Então e os cavalos da Casimira, não saíram à rua?
Mas não foi só a gincana que atraiu muita gente à nossa Agrela neste fim de semana, a exposição de tractores teve muitos fãs e estávamos sempre atentos a ver quando é que algum deles atropelava alguém ou algum cavalo ao experimentar os carros das rodas grandes. Temos de admitir que tinham lá excelentes tractores para lavras os nossos campos desertos.
Com tanta correria para o antigo campo de futebol da nossa bela terra temos de dar os parabéns aos Senhor Pires e Filho pela grande iniciativa, e claro às caras conhecidas que por lá vimos a fornecerem os comes e bebes.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Informação: passagem da Volta a Portugal na nossa terra

Caros seguidores,

Para os amantes ou simplesmente admiradores da Volta a Portugal, alertamos aqui para as previsíveis horas de passagem dos ciclistas na nossa terra. Há pouco foram os carros a abrilhantarem a serra, desta vez serão as bicicletas.
Sexta-feira, dia 5, pelas 13h (pode até ser antes, dependerá do ritmo) os ciclistas deverão chegar a Aldeia-Nova começando a subir a serra vindos de Lamelas.
Sábado, dia 6, pelas 16h50, os corredores deverão começar a descer a serra, vindos de Seroa, seguindo depois para Santo Tirso.

Saiam à rua para apoiar os ciclistas!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

É em tempos difíceis que muita gente poupa. A título de exemplo temos a Comissão de Festas de São Pedro

Caros seguidores, 

O cartaz da feira agrícola, que muito nos surpreendeu, acabou por redigirmos primeiro esse post muito embora houvesse um outro assunto a ser abordado que vem consolidar a nossa ideia de que o que é preciso é bons gestores nas comissões. A Comissão de Festas de São Pedro formou-se em pouco tempo e, como já referido, em cerca de um mês amealhou a massa necessária para a festa que fez. E houve fanfarra, banda de música, andores e foguetes a estoirar no ar durante a semana da festa. Até uma noitada improvisada houve. Nem as barracas dos doces e dos brinquedos faltaram.
Pois é, muito ficámos impressionados quando o nosso pároco revelou na missa do passado fim-de-semana que até tinha sobrado dinheiro. Mais de 500 euros estão em caixa para quem quiser formar comissão no próximo ano.
Vamos então equiparar as coisas. A Comissão de Festas da Senhora da Guia trabalha há quase um ano para oferecer aos agrelenses e possíveis estrangeiros da terra um fim-de-semana de festa. Há que lhes dar o valor pelos fins-de-semana que abdicam de fazer outras coisas para estarem na sua barraca do largo. Para alguns não se trata de sacrifício nenhum, já que, se não fosse o pertencerem à comissão, nem de casa saíam. Mas para outros acreditamos que deva custar de vez em quando.
Ao que trabalharam e continuam a laborar, é de esperar uma festa bem aprimorada. Será que teremos um grande artista ou o investimento está mais ligado com um fogo-de-artifício proporcionando-nos um espectáculo como se vê no Funchal?! Ou, aproveitando a ideia que tiveram da feira agrícola, estarão a equacionar a hipótese de termos uma manada de vacas de fogo?! Seja o que for que aí vem temos é que estar agradecidos.  
Já agora, quem quer que tenha estado à frente da caixa do carcanhol na realização da festa de São Pedro, os nossos muito sinceros parabéns. É de gente desta que precisamos no governo: fazer o que se pode com aquilo que se tem e ainda conseguir juntar algum. A olhar pelos membros da Comissão de Festas da Senhora da Guia, com gente empreendedora e com a gestão das suas próprias empresas, acreditamos que se vá suceder o mesmo. E se for preciso uns trocos para poder cumprir com possíveis contratos já celebrados, podem sempre pedir ao senhor Damião o ouro da Senhora da Guia, já que a festa é em sua honra. Bem pesado, e com o valor recorde que todos os dias tem no mercado, deve de dar para trazer o Tony Carreira à freguesia, restaurar alguns santos...enfim, é só olhar às necessidades. Onde estará esse valor? Não estará na hora de saber por onde anda? 

domingo, 31 de julho de 2011

A feira agrícola de Agrela é no próximo fim-de-semana

Caros seguidores,


Que o nome da nossa terra “Agrela” vem de agra, já muita gente sabe. Que Agrela já foi um dia uma terra de muitos lavradores e agricultores, também é sabido de muita gente. E que actualmente não há nenhum grande agricultor/produtor aqui na terra também já toda a gente reparou. Mas então, por alma de que quem é que se lembraram de fazer uma feira agrícola na nossa terra?! Há falta de um festival de Verão em Agrela, faz-se uma feira agrícola de dois dias.
Quando vimos o cartaz nem acreditamos muito bem no que estávamos a ver. Por momentos julgamos estar com algum problema nas vistinhas, mas como lemos os dois a mesma coisa, acabámos por verificar que se tratava disso mesmo: uma feira agrícola no antigo campo de futebol. Já não há futebol na freguesia, e agricultores, há?! O recinto está bem escolhido por isso mesmo. É um evento sobre duas coisas que já não existem na nossa freguesia. Apenas amadores praticam as duas modalidades.
Longe vai o tempo em que havia grandes agricultores na freguesia. Época em que muitas famílias viveram do que a terra dava. Actualmente apenas vemos lavradores de cultivo mais doméstico.
E cavalos na freguesia e charretes?! Uma mão é suficiente para os contar. Por isso não compreendemos muito bem esta coisa do “Convívio dos amigos do cavalo e da charrete”. Achamos até que era um pouco a gozar com os agrelenses. Se este evento é realizado em Agrela, supostamente é para os seus habitantes. Parece-nos que apenas a Casimira e os filhos poderão ter acesso a este convívio. Sentimo-nos uns excluídos. Será que se levar um cão bem grande não passa por um cavalo e temos direito ao convívio?
Vai haver uma exposição de máquinas agrícolas. Como não há agricultores empreendedores na freguesia, achamos que se trata de um evento para os de fora da terra. Aliás, são os de fora que exploram as terras de lavradio que cá existem. Poderiam pelo menos fazer uma feira com os produtos agrícolas que os amadores agrelenses cultivam, criando assim uma oportunidade de escoamento da muita batata e tomates que alguns têm.
Vem no cartaz também a anunciar uma gincana de tractores. Confessamos que disto nunca vimos. Mas estão à espera de quê? De ver alguém debaixo de um tractor? É que quando um tractor capota, quase sempre o seu condutor tem muito azar. Não são 100kg que lhe caem em cima. Quanto a isto apenas desejamos que corra pelo melhor e que ninguém se aleije. Responsavelmente deverá lá estar uma ambulância.
Gostamos muito de ver que a Câmara Municipal deu alto apoio, a avaliar pelo tamanho do seu reclame. Sim senhor, isto é para os Estrelas da Serra não andarem por aí a dizer que a Câmara não apoia em nada. Estão muito enganados. A Câmara não apoia é nada do que eles façam. O que é bem diferente.
Já agora, quem é a organização desta feira? No cartaz não vem a mencionar. Apenas refere o nome de pai e filho como colectores das inscrições. Mas então, se não é uma associação e tem um apoio camarário, estamos a pensar, a título individual, organizar um torneio de berlindes e vamos ver se a Câmara nos dá o seu patrocínio. Já se é a Comissão de Festas da Senhora da Guia quem organiza, não percebemos o motivo de não o mencionar no cartaz. A quem nos dirigimos para reclamações ou dar os parabéns no final do evento? Está tudo muito nublado no que se refere aos parâmetros em que se organizou esta feira.
Isto é quase como fazer querer vender gelo no pólo norte ou vender aquecedores no equador. Se aqui não há agricultores, há jovens pouco interessados em ver máquinas agrícolas, e praticamente ninguém tem cavalos ou charretes, trata-se de um evento com muito interesse, sim, mas mais para os da área e, por isso, estrangeiros à freguesia. Muita gente lá deve de ir no próximo fim-de-semana. E petiscos e bom vinho não vão faltar. E a Câmara está de parabéns por mostrar mais uma vez que apoia eventos no concelho.
Quem se queixa da Câmara por não ter apoio nenhum, que vá perguntar ao senhor António e Nelson Pires como o conseguiram que eles devem de saber e poderão ensinar a receita. Aprendam alguma coisinha…


quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Paço

O Paço, onde se encontra a escola primária, é um lugar entregue a apenas duas famílias: os da Armanda e os da Filomena. Não fosse o acesso à escola e esta zona quase que poderia ser um condomínio fechado. Começa com a rua Manuel Cirne, ao que se apurou este senhor, que trouxe a senhora da Guia para a nossa freguesia, viveu nesta zona, e depois segue-se a rua Ferreira Gomes outrora Rua Urbanização das escolas e depois sim, a Rua Urbanização das escolas. Se estamos errados quanto a isto, corrijam-nos.
Este é o lugar onde quase toda a gente já apanhou. Contam-se pelos dedos aqueles que em tempos não tiveram as mãos esquentadas pela régua da professora ou a cara pela mão. Era aos 50 bolos de cada vez, à estalada, aos puxões… era praticamente um lugar de aprendizagem e de tortura. Uma coisa é certa: só passava de ano quem sabia e a indisciplina por parte dos alunos era nenhuma. Ali quem mandava eram as professoras e ai de quem fizesse queixa em casa que ainda levava por cima. Bons e maus tempos para todos. Hoje a escola tem outras condições e a árvore da entrada em que muitos se penduravam nos seus galhos imitando o Tarzan desapareceu.
                O maior problema deste lugar debateu-se com o nome da rua. Ao que se sabe, a rua que vai do Quim da Filomena até ao Fernando da Filomena foi paga pelos seus moradores. Por isso esta gente debateu-se para que a rua tivesse o nome das famílias: Gomes Ferreira. Ao fim de anos de luta, lá conseguiram esse feito. Outro problema deste lugar continua a ser o estacionamento na escola primária. Nas horas de entrada e saída da criançada a fila alonga-se entupindo o afluimento do trânsito. Há mesmo quem viva a meia dúzia de metros mas que opta por ir buscar a criança de carro. Uma vergonha. No nosso tempo ia e vinha tudo a pé. Muito mimam os miúdos. E o problema para estacionar é evidente. Os professores deixam os carros em cima dos passeios. Se um camião tiver que ali passar é sempre necessário remover de lá dos carros. Um problema ainda sem solução à vista. Mas também, ao ritmo de nascimentos que tem havido na freguesia não tarda nada a escola fecha e este problema fica resolvido.
Mesmo em frente à escola mora o Tone da Armanda e a sua esposa que desde sempre teve canalha dos outros dentro da porta. Dentro de meses terá um netinho e o treino já é mais do que muito. Já o seu marido lidava com os artistas dos teatros, na década de 70, e actualmente tomou a posição do seu irmão, já falecido, na organização das procissões da freguesia. Quem também tem acesso para o Paço é a o nosso Presidente da Junta. Agora com a sua casa quase pronta ladeada por luxo e seguido pela Casimira que tem as suas éguas. Será que vai participar na feira agrícola?! (este é um tema a explorarmos num outro post). 
Este é um lugar de pouca confusão. É tudo família e eles lá se entendem. Mas apesar de pequeno e de poucas pessoas lá viverem tem também os seus emigrantes. É no Luxemburgo, é na França, é nos Estados Unidos, alguns até já na Bélgica e na Venezuela estiveram, fora os que tiveram as viagens indesejadas do Ultramar que os levou para vários países africanos. É por isso um lugar bastante cosmopolita.
E quem não se lembra das saudosas Tia Filomena e a Tia Micas do Cruz. As duas terminaram os seus dias bem mais pequenas do que aquilo que um dia foram. Era vê-las curvadas mas sempre a trabalhar. A Tia Micas muitos anos andou com o seu carrinho de mão para o quintal que tinha no Souto. Gente de trabalho que em nada se assemelha ao espírito de muita gente da freguesia que é jovem e quer é estar ao alto. O lugar do Paço, nome associado à nobreza e burguesia, é aqui na nossa terra um lugar de gente comum, quase todos a trabalhar e com um grande exemplo para todos, o Joaquim, que foi entrevistado na última edição do Boletim da Junta. No entanto, e de acordo com a simbologia associada ao nome do lugar,  pelo menos no corrente ano, o Paço foi o lugar dos presidentes da freguesia: Paulo Bento como presidente da Junta e Casimira, a cunhada, como presidente da Ass. de Pais da Escola Primária. É assim a rua presidencial.
Até a filha da Tia Micas, a Cinda, não quer largar o trabalho. Continua na terra dos franceses, ao que se sabe a trabalhar, enquanto o seu marido aproveita para tirar umas férias da esposa gozando temporadas maiores aqui na freguesia.
A nossa Maria Callas, a Mena da Tia Filomena, continua a contribuir com a sua voz para a igreja e com a porta da sua loja aberta para todos. Quem nunca foi a esta loja comprar umas linhas ou umas agulhas, um caderno ou uns cordões, uma acetona ou uma graxa? Lá tem muito daquilo que precisamos.  Ela ficou solteira e nem as constantes exibições físicas do seu vizinho a impressionaram. Já quem tiver azar com os carros ou motas qualquer um dos seus irmãos poderá prestar auxílio. A mecânica deves-lhes estar no sangue.
O Paço, como lugar exclusivamente familiar,  tem a grande vantagem de poder camuflar e encobrir muitas histórias...sorte a deles, azar o dos curiosos!